Tesla e SpaceX planejam produção inédita de painéis fotovoltaicos para impulsionar a revolução da IA
Elon Musk revelou no Fórum Econômico Mundial planos para Tesla e SpaceX produzirem 100 GW anuais de energia solar nos EUA até 2029, visando superar gargalos energéticos da IA.
Elon Musk revelou no Fórum Econômico Mundial (WEF), realizado em Davos, Suíça, planos ambiciosos para a produção de energia solar nos Estados Unidos, destacando que tanto a Tesla quanto a SpaceX pretendem alcançar uma capacidade anual de fabricação de 100 GW cada uma dentro dos próximos três anos. Essa iniciativa visa enfrentar o gargalo energético que ameaça o avanço da revolução da inteligência artificial (IA).
Energia solar como solução para o gargalo da IA
Durante uma entrevista no palco principal do WEF com Larry Fink, CEO da Blackrock, Musk enfatizou que o desafio para a expansão da IA não está na produção de chips, que cresce exponencialmente, mas sim na disponibilidade de eletricidade barata e suficiente. Enquanto a taxa de produção de chips avança rapidamente, a ampliação da energia elétrica no mundo ocorre a uma taxa modesta de cerca de 4% ao ano. Para Musk, a resposta está na energia solar, tanto terrestre quanto espacial.
O exemplo da China e críticas às tarifas americanas
Musk destacou a China como referência global, observando que o país produz e implanta energia solar em escala massiva, com capacidade anual estimada em 1.500 GW e implantação em torno de 250 GW de potência estável quando combinada com armazenamento em baterias. Ele ressaltou que isso equivale a metade do consumo médio dos EUA, demonstrando o potencial da energia solar para suprir grandes demandas.
No entanto, Musk criticou duramente as tarifas comerciais nos Estados Unidos que encarecem a adoção da energia solar, uma vez que a maior parte dos painéis ainda é fabricada na China. Ele afirma que essas barreiras tarifárias artificiais dificultam a competitividade e a expansão do setor solar norte-americano.
Impacto potencial para EUA e Europa
Elon Musk sugeriu que, com políticas adequadas, tanto os Estados Unidos quanto a Europa poderiam aproveitar áreas relativamente pequenas e pouco povoadas para gerar toda a eletricidade necessária por meio de energia solar. Ele exemplificou que uma área de 160 km por 160 km em regiões como Utah, Nevada ou Novo México seria suficiente para suprir todo o consumo dos EUA, e que áreas semelhantes em Espanha e Sicília poderiam abastecer a Europa.
Tesla e SpaceX rumo à autosuficiência solar
Apesar das dificuldades regulatórias e tarifárias, Musk garantiu que Tesla e SpaceX seguem firmes no desenvolvimento da fabricação nacional de painéis solares, com o objetivo de produzir 100 GW anuais cada uma em território americano dentro de três anos. Essa meta ambiciosa representa um avanço significativo para a cadeia de suprimentos solar nos EUA, atualmente em fase inicial de consolidação.
Além disso, Musk indicou que a SpaceX poderá desenvolver painéis solares voltados para seus satélites de inteligência artificial alimentados por energia solar no espaço, enquanto a Tesla pode ampliar sua linha de produtos fotovoltaicos para uso terrestre, o que poderá contribuir para a expansão da energia renovável no país.
A iniciativa de Musk sugere um esforço robusto para reduzir a dependência da energia importada e fomentar a autonomia energética dos EUA, ao mesmo tempo em que alavanca o crescimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial.