Elon Musk provoca com possível compra da Ryanair e troca de comando

Empresário brinca sobre assumir a companhia aérea e nomear um 'Ryan' para liderá-la

Elon Musk provoca a Ryanair ao sugerir compra da companhia e colocar um 'Ryan' no comando, gerando resposta do CEO e debate sobre regras europeias.

Elon Musk provocou a Ryanair em uma sequência de publicações nas redes sociais ao sugerir a compra da companhia aérea europeia low cost e a nomeação de um executivo chamado “Ryan” para liderar a empresa, em alusão ao nome do fundador Tony Ryan.

Embate público nas redes sociais

A provocação começou quando a equipe de mídia social da Ryanair ironizou Musk durante uma instabilidade na plataforma X, dizendo “talvez você precise de Wi-Fi @elonmusk?”. Em resposta, Musk comentou brincando sobre comprar a empresa e questionou: “deveria comprar a Ryanair e colocar alguém chamado Ryan no comando?”.

Pouco depois, Musk reforçou a provocação com perguntas sobre o custo da empresa e afirmou que a companhia estava “destinada” a ser controlada por alguém chamado Ryan. Essa troca de farpas gerou ampla repercussão, acumulando milhões de visualizações.

Resposta firme do CEO Michael O’Leary

O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, respondeu durante uma coletiva de imprensa em Dublin, chamando o comportamento de Musk de “birra no Twitter” e criticando seu conhecimento sobre regras de propriedade de companhias aéreas e aerodinâmica de aeronaves.

Além disso, a conta oficial da Ryanair anunciou uma promoção de passagens chamada “Great Idiots” destinada a Musk e outros usuários que considerou “idiotas” na plataforma X.

Contexto histórico e estrutura acionária

Tony Ryan, um empresário irlandês e ex-executivo da Aer Lingus, foi um dos fundadores da Ryanair na década de 1980. Embora tenha falecido em 2007, sua família ainda detém uma parte significativa das ações da empresa. Entretanto, o controle operacional está nas mãos de O’Leary, que é conhecido por implementar o modelo ultra low cost da companhia.

Obstáculos regulatórios para aquisição

Apesar da brincadeira de Musk, especialistas destacam que uma aquisição da Ryanair por um estrangeiro enfrentaria barreiras legais significativas. De acordo com as regras da União Europeia, companhias aéreas que operam dentro do bloco devem ser controladas em pelo menos 50% por cidadãos europeus para manter suas licenças operacionais.

Como Musk é cidadão americano, ele não poderia assumir o controle majoritário da Ryanair sem que a estrutura acionária da empresa fosse alterada radicalmente, o que poderia colocar em risco suas autorizações para operar em toda a Europa.

Impacto e repercussão

O embate chamou atenção para as tensões entre grandes empresários e companhias estabelecidas, além de ressaltar as complexidades do mercado aéreo europeu, especialmente no que tange a regulamentações e propriedade estrangeira.

As provocações nas redes sociais também revelam como as interações digitais podem influenciar a percepção pública e o debate sobre negócios globais, mesmo que as possibilidades reais de aquisição sejam remotas.

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