Elon Musk’s xAI enfrenta restrições para expansão de data centers após nova regra da EPA

CNBC

Atualização na regulamentação do ar limpo dificulta uso de turbinas a gás natural pela startup de IA no Tennessee

xAI, de Elon Musk, terá dificuldades para expandir data centers após atualização da EPA que exige licenças para turbinas a gás natural, impactando projetos em Memphis.

A startup de inteligência artificial xAI, fundada por Elon Musk, enfrenta desafios crescentes para expandir seus data centers na região de Memphis, Tennessee, após uma atualização significativa nas regras da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

Mudanças nas regulamentações da EPA

Recentemente, a EPA revisou sua regulamentação sobre o uso de turbinas movidas a gás natural, que eram classificadas como “motores fora de estrada temporários”. Com a nova regra, empresas como a xAI devem obter permissões específicas sob a Lei do Ar Limpo para operar essas turbinas, eliminando uma brecha anteriormente explorada para evitar rigorosos processos de licenciamento ambiental.

Impacto da decisão na expansão da xAI

O método adotado pela xAI para alimentar seu data center Colossus em Memphis incluía um conjunto de turbinas a gás natural montadas em trailers, que forneciam energia de forma quase independente da rede elétrica local. A classificação dessas turbinas como “não rodoviárias” permitia à empresa iniciar operações sem análise pública ou avaliação de impacto ambiental, algo que não será mais possível segundo a nova regulamentação.

Esta mudança pode desacelerar os planos de expansão da xAI na região, uma vez que a empresa depende fortemente dessas instalações para treinar e executar modelos avançados de IA, incluindo suas aplicações integradas à rede social X.

Controvérsias ambientais e comunitárias

Pesquisas realizadas pela Universidade do Tennessee em Knoxville apontaram que a operação das turbinas da xAI contribuiu para o aumento da poluição do ar na área. Moradores da comunidade majoritariamente negra de Boxtown, em Memphis, relataram odores desagradáveis e agravamento de problemas respiratórios, aumentando o desconforto e preocupação local.

Organizações ambientais e grupos de defesa dos direitos civis, como a NAACP, manifestaram intenção de recorrer judicialmente para impedir a operação não autorizada das turbinas, embora ações tenham sido suspensas após concessão de permissões pelo órgão de saúde local.

Questões técnicas e fornecedores

Enquanto a xAI alegava que suas turbinas incorporariam tecnologia de controle de poluição de última geração, como o sistema de redução catalítica seletiva, o fornecedor Solaris Energy Infrastructure confirmou em junho que tais sistemas não foram instalados nas unidades consideradas “temporárias”.

Essa informação levanta preocupações sobre o cumprimento dos padrões ambientais e a real eficácia das medidas de mitigação adotadas.

Monitoramento e futuro da operação

O Southern Environment Law Center, que representa a NAACP, informou que acompanhará de perto as operações da xAI para garantir conformidade com as novas regras da EPA e os termos das licenças nas futuras instalações, inclusive em locais próximos no Mississippi.

Contexto de mercado e desafios adicionais

A xAI arrecadou recentemente US$ 20 bilhões em investimentos de grandes empresas como Nvidia e Cisco, demonstrando o potencial e a ambição da startup no competitivo mercado de IA generativa. No entanto, além dos obstáculos ambientais, a empresa enfrenta investigações em múltiplas jurisdições devido à facilidade de criação e distribuição de conteúdos falsificados e controversos por meio de suas aplicações.

A combinação de pressões regulatórias ambientais e preocupações legais sobre o uso de suas tecnologias coloca a xAI em um cenário complexo enquanto busca ampliar sua presença e influência no setor de inteligência artificial.

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: