Após 14 anos, mistério permanece em torno do sumiço de Beatriz Winck
O desaparecimento de Beatriz Joana Von Hohendorff Winck no Santuário de Aparecida permanece sem resposta após 14 anos.
O desaparecimento de Beatriz Joana Von Hohendorff Winck no Santuário Nacional de Aparecida, ocorrido em 21 de outubro de 2012, permanece como um dos casos mais intrigantes da história recente do Brasil. Com 77 anos na época, Beatriz desapareceu em um momento de descuido: seu marido, Delmar Winck, a deixou sozinha por cerca de sete minutos enquanto fazia compras em uma loja do complexo religioso.
Desafios nas Investigações
O Santuário, que recebe aproximadamente 200 mil fiéis em um domingo, rapidamente se tornou o cenário de intensas buscas assim que Delmar percebeu a ausência da esposa. A situação foi agravada pela falha no sistema de monitoramento da basílica. Segundo a família, as imagens das câmeras eram sobrescritas em um curto intervalo, e ao solicitar os registros, a perícia se deparou com a ausência de qualquer material. Essa lacuna deixou as investigações à mercê de testemunhos e de registros externos, mas não houve movimentações financeiras suspeitas ou qualquer identificação em hospitais e necrotérios.
A família, em um esforço incansável para localizar Beatriz, criou páginas nas redes sociais, espalhou cartazes e participou de programas de televisão. Apesar de algumas pistas surgirem ao longo dos anos, nenhuma delas se mostrou verdadeira ou confirmada.
Políticas e Estruturas de Busca
O caso de Beatriz expôs as dificuldades estruturais e a falta de integração entre as polícias estaduais, refletindo as lacunas nos mecanismos de busca por desaparecidos no Brasil. O inquérito acabou sendo arquivado devido à falta de novas evidências, mas o material genético da família permaneceu no Banco Nacional de Perfis Genéticos, possibilitando futuros confrontos.
Delmar Winck, que faleceu em novembro de 2025, dedicou os últimos anos de sua vida à busca por respostas sobre o sumiço da esposa. Para os filhos, a procura continua, mesmo com o arquivamento oficial. O mistério em torno do desaparecimento de Beatriz ainda mobiliza a memória coletiva e deixa uma pergunta sem resposta: o que realmente aconteceu com ela dentro do maior templo católico do país?
Teorias e Conjecturas
As teorias sobre o desaparecimento de Beatriz proliferaram na internet. Uma das mais sombrias sugere que ela teria sido vítima de um ‘sumidouro’ em Aparecida, locais supostamente utilizados por grupos criminosos para atividades ilícitas, como tráfico de órgãos. Contudo, essas alegações carecem de comprovação concreta e permanecem no âmbito das especulações.
A busca pela verdade sobre o destino de Beatriz Joana Von Hohendorff Winck não é apenas uma questão familiar, mas um reflexo dos desafios enfrentados por muitos que têm entes queridos desaparecidos no Brasil. Este caso, que já dura mais de 14 anos, continua a intrigar e a suscitar discussões sobre a eficácia das políticas de segurança e proteção à população.
Fonte: baccinoticias.com.br