Ações individuais e do Estado podem fazer a diferença no cuidado de pessoas idosas
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo IBGE, 34 milhões de brasileiros eram idosos em 2025. A expectativa de vida, em 2024, era de 76,6 anos.
Isso mostra os avanços que a sociedade teve com a saúde. Porém a tendência é que, a cada ano, mais pessoas vão envelhecer e menos pessoas novas vão existir, uma vez que o número de filhos tem diminuído nas famílias.
Esses dados evidenciam a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para dar conta da população com 60 anos ou mais.
Possíveis soluções
Lidar com o envelhecimento populacional não é uma tarefa simples. Apesar disso, algumas iniciativas nacionais e internacionais mostram que é possível pensar em maneiras de proporcionar qualidade de vida para a população idosa.
Mais exercícios físicos
Incentivar idosos a praticarem atividades físicas melhora a saúde mental e física dessa população, o que, consequentemente, diminui problemas de locomoção e até alguns de saúde e permite mais independência para os idosos.
Pessoas mais novas também precisam ter esse hábito para evitar que, quando mais velhas, tenham algum problema. Além disso, a prática de exercícios físicos reduz o estresse e a ansiedade e promove mais socialização entre os praticantes.
Exercícios para a mente
Além dos exercícios físicos, praticar a mente também é muito importante para a saúde de pessoas idosas. Manter a leitura, jogar jogos de tabuleiro, praticar palavras-cruzadas ou sudoku são práticas que ajudam a mente a ficar ativa.
Alimentação
Uma das consequências que a idade mais avançada traz é a falta de nutrientes. Realizar consultas com médicos e nutricionistas para entender quais nutrientes precisam ser suplementados ou qual mudança na dieta é necessária ajuda a prevenir problemas de saúde futuros.
Incentivo ao cuidado
Outro ponto fundamental é reconhecer a importância das pessoas que cuidam dos idosos, sejam na família ou profissionais. O reconhecimento traz como consequência uma melhora na remuneração de trabalhadores desse setor.
O aumento de incentivos monetários para casas de repouso ou centros de convivência também pode crescer com o reconhecimento.
Preparação de profissionais
As demandas de saúde da população mais velha são diferentes das de pessoas mais novas. Portanto, é preciso que os médicos sejam cada vez mais capacitados para atender esse público.
Não só na geriatria, mas em qualquer outra especialidade, é preciso que os médicos sejam capazes de atender às demandas dos idosos. Oferecer capacitação e sempre atualizar as disciplinas pode ser uma ótima solução.
Algumas formações, como a faculdade de odontologia, ortopedia, cardiologia e oftalmologia, são ainda mais necessárias, devido às demandas mais comuns dos idosos por essas especialidades.
Papel do Estado
Além dessas demandas, é preciso que o Estado separe cada vez mais verba para melhorar a saúde do país para que as demandas sejam supridas. O SUS, por exemplo, ainda precisa de muita verba para melhorar ainda mais os serviços e reduzir as filas de espera, pontos essenciais para a saúde de idosos.