Jornalista relata dificuldades em obter diagnóstico correto de tuberculose peritoneal
Erlan Bastos fez um relato ao vivo expondo as falhas no atendimento médico e o atraso no diagnóstico da tuberculose peritoneal que o levou à morte.
O jornalista e apresentador Erlan Bastos, aos 28 anos, deixou um relato contundente sobre as falhas no atendimento médico que enfrentou antes de sua morte por tuberculose peritoneal, doença rara que mimetiza tumores abdominais.
A trajetória do agravamento do quadro clínico
No último programa “Bora Amapá”, transmitido pela NCTV, Erlan detalhou os sintomas que surgiram logo após sua chegada a Macapá, incluindo inchaço abdominal e sudorese excessiva. Buscando ajuda, ele procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por diversas vezes. Nas duas primeiras visitas, recebeu apenas medicamentos para gases, sem a realização de exames.
Na terceira ida, após insistência, foi feito um exame de sangue que apontou alteração leve no fígado, mas o paciente foi orientado a retornar para casa. A persistência levou a uma quarta consulta, quando o médico finalmente identificou indícios de infecção e determinou sua transferência para o Hospital de Emergência. Erlan descreveu essa descoberta tardia como um choque, diante da gravidade que até então não havia sido reconhecida.
Diagnóstico e busca por tratamento especializado
Inicialmente, médicos em Macapá suspeitaram de câncer. Em busca de uma avaliação mais aprofundada, Erlan viajou até Teresina (PI), onde foi diagnosticado oficialmente com tuberculose peritoneal. O tratamento iniciou com sinais de melhora, mas no decorrer enfrentou complicações graves, como derrame pleural, que culminaram com sua entubação e posterior falecimento.
Implicações para o sistema de saúde
O caso expõe uma série de lacunas no atendimento médico, especialmente na atenção a sintomas iniciais pouco específicos que podem indicar doenças graves e incomuns. A demora na realização de exames adequados e a falta de reconhecimento da gravidade clínica evidenciam a necessidade de protocolos mais rigorosos e atenção contínua para diagnosticar precocemente condições como a tuberculose peritoneal.
Legado de Erlan Bastos
À frente do programa “Bora Amapá” desde dezembro, Erlan construiu uma carreira marcada pela dedicação e perseverança. Seu último relato público serve de alerta para a importância do diagnóstico precoce e para a urgência em aprimorar o atendimento a doenças complexas no Brasil.
Fonte: baccinoticias.com.br
