Médica admite falha na prescrição de medicamento que levou à morte de criança de 6 anos
Médica admite erro na prescrição de adrenalina para menino que morreu em hospital de Manaus após medicação aplicada por via errada.
Médica admite erro na prescrição de adrenalina que causou piora clínica em criança de 6 anos
Mensagens atribuídas à médica Juliana Brasil Santos mostram que ela admitiu ter cometido um erro na prescrição da adrenalina para inalação, que acabou sendo aplicada na veia no menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em Manaus. O caso ocorreu no Hospital Santa Júlia e gerou investigação da Polícia Civil do Amazonas. A chave dessa história é o erro médico na prescrição, que está sendo apurado pelas autoridades.
Aplicação intravenosa de adrenalina foi contraindicada e levou à piora do paciente
O menino Benício deu entrada na unidade hospitalar no dia 23 de novembro com sintomas de laringite. A médica Juliana Brasil Santos prescreveu a adrenalina para aplicação via inalação, porém o medicamento foi administrado por via intravenosa, o que é contraindicado e pode causar efeitos graves. Segundo as mensagens enviadas ao diretor de plantão, a médica reconheceu o erro no momento em que a criança apresentou piora clínica. Ela solicitou ajuda urgente, informando que o menino havia desmaiado e precisava de socorro imediato.
Criança foi levada à UTI, mas não resistiu e faleceu
Após a administração incorreta da medicação, o quadro de Benício agravou-se rapidamente. Ele foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, porém não resistiu às complicações e morreu na madrugada do dia 24 de novembro. A morte repentina levantou questionamentos sobre as responsabilidades pela falha médica e a administração incorreta da medicação.
Investigação policial classifica o caso como homicídio doloso
A Polícia Civil do Amazonas instaurou um inquérito para apurar os fatos relacionados à morte do menino. A médica Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem responsável pela aplicação intravenosa da adrenalina estão sendo investigadas por homicídio doloso, que significa a intenção ou a assunção do risco de provocar a morte. A apuração deve esclarecer as circunstâncias do erro e as responsabilidades legais.
Repercussão e alertas sobre erros médicos na administração de medicamentos
O caso traz à tona a importância da atenção rigorosa na prescrição e administração de medicamentos, sobretudo em casos sensíveis como o de crianças. Erros na via de administração podem ter consequências fatais e exigem protocolos rigorosos para evitar falhas. Autoridades e unidades hospitalares reforçam a necessidade de treinamento e supervisão constante dos profissionais envolvidos no atendimento.
Este caso segue sob investigação, com o objetivo de garantir justiça e aprimorar os mecanismos de segurança no atendimento médico, principalmente em emergências pediátricas.
Fonte: baccinoticias.com.br