Senadores convocam diretores e ex-dirigentes para esclarecer responsabilidades
Comissão do Senado aprova convites para investigar fraudes no Banco Master.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deu um passo decisivo nesta terça-feira, com a aprovação de uma série de requerimentos que visam aprofundar as investigações sobre o escândalo do Banco Master. Com o objetivo de esclarecer as fraudes atribuídas à instituição financeira, a comissão busca apurar eventuais falhas de fiscalização, além de responsabilidades administrativas e criminais.
Contexto do Escândalo do Banco Master
O Banco Master, que operou por anos no Brasil, foi colocado sob suspeita de diversas irregularidades que culminaram em sua liquidação extrajudicial em novembro de 2025. Este evento acendeu um alerta no cenário financeiro do país, gerando preocupações sobre a supervisão dos órgãos reguladores. As fraudes alegadas envolvem um complexo esquema que, segundo os senadores, pode ter deixado milhões de brasileiros em situação vulnerável.
Neste contexto, a CAE optou por convocar não apenas integrantes da diretoria do Banco Central, mas também diretores e ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Master, buscando esclarecer a estrutura de funcionamento e as operações que levantaram suspeitas. A investigação não se limita a um único banco, mas abrange todo um conglomerado financeiro que interage com os órgãos de controle do país.
Detalhes das Oitivas e Requerimentos
Durante a reunião, os senadores aprovaram convites para oitivas de figuras chave, entre elas Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Também estão na lista Daniel Vorcaro e Augusto Lima, sócios do Banco Master, que são considerados centrais para esclarecer as operações suspeitas. A expectativa é que seus depoimentos ajudem a elucidar como o banco operava e quais foram os mecanismos utilizados nas fraudes.
Além disso, a CAE solicitou informações detalhadas ao Banco Central e à Polícia Federal sobre as apurações em andamento e os critérios usados na liquidação do Banco Master. Requerimentos foram feitos também ao Ministério da Fazenda e ao Tribunal de Contas da União, visando um exame aprofundado de falhas de fiscalização.
Consequências e Projeções Futuras
O senador Renan Calheiros, que preside a subcomissão, qualificou o escândalo como um “espetáculo de horrores” e destacou a necessidade de desmantelar a “rede de proteção” dos investigados. Para ele, é fundamental que o Senado exerça um papel de vigilância rigorosa sobre o sistema financeiro, a fim de evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.
Os senadores pretendem realizar audiências públicas com especialistas para discutir mecanismos de controle e prevenção de fraudes no sistema financeiro. Embora ainda não haja um calendário definido para as oitivas, a expectativa é de que as reuniões ocorram de forma escalonada ao longo da segunda quinzena de fevereiro.
Para esta quarta-feira (11), já estão programadas reuniões com o diretor-geral da Polícia Federal e com o presidente do Supremo, Edson Fachin, com o objetivo de destravar o acesso a investigações que correm sob sigilo. Com isso, espera-se um avanço nas investigações que podem revelar a extensão das fraudes e suas repercussões no sistema financeiro brasileiro.
A comissão está mobilizada e preparada para requisitar informações de caráter sigiloso para entender como o Banco Master operava antes da sua liquidação e os impactos deste caso no sistema financeiro como um todo. O episódio requer uma coordenação eficiente entre os diferentes órgãos para garantir que as responsabilidades sejam apuradas e que novos escândalos possam ser prevenidos.