Espanha investiga possível erro humano em colisão de trens que deixou 30 mortos

Uma possível falha humana na gestão do tráfego ferroviário é a principal hipótese investigada para a colisão entre dois trens de alta velocidade na manhã desta quarta-feira (28/10), nas proximidades da estação de Urda, na província de Toledo, na Espanha. O acidente deixou 30 mortos e cerca de 80 feridos, e as autoridades temem que o número de vítimas aumente durante as operações de resgate.

Segundo informações divulgadas pelo jornal El País, fontes do governo espanhol apontam que um operador do centro de controle ferroviário de Atocha, em Madri, pode ter autorizado equivocadamente a retomada da circulação de um trem AVE, da empresa Renfe, enquanto uma composição da Iryo permanecia parada nos trilhos. A hipótese considera que uma falha no sistema principal de sinalização teria obrigado os responsáveis pelo controle da circulação a adotar procedimentos manuais. Nesse cenário, uma ordem incorreta teria permitido que o AVE avançasse pela via e atingisse a composição da Iryo. As circunstâncias, porém, ainda precisam ser confirmadas pela investigação.

Mais de 540 pessoas viajavam nas duas composições. O AVE transportava 397 passageiros, enquanto o trem da Iryo levava 146 passageiros e um bebê, segundo informações divulgadas pela imprensa espanhola. Equipes de emergência, bombeiros, profissionais de saúde e agentes de segurança foram mobilizados para atender os passageiros e procurar possíveis vítimas nos vagões atingidos.

As primeiras informações indicam que uma falha no sistema de sinalização pode ter antecedido a colisão. O sistema de segurança ferroviária é projetado para auxiliar no controle da circulação e evitar que os trens avancem quando há obstáculos ou condições inseguras na via. , a ocorrência de uma falha técnica pode ter levado à interrupção de outros trens no trecho. A investigação agora busca esclarecer como a circulação foi retomada, quais orientações foram transmitidas pelo centro de controle e se os procedimentos de segurança foram respeitados.

Apesar da hipótese de erro humano, o gestor da infraestrutura ferroviária espanhola, Adif, informou que está analisando os sistemas e a sequência dos acontecimentos para determinar as causas do acidente. Até a conclusão das apurações, não há confirmação oficial sobre responsabilidades individuais ou falhas específicas que tenham provocado a colisão. Após o acidente, a circulação de trens de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia foi interrompida nos dois sentidos. A Renfe disponibilizou atendimento para passageiros e familiares das vítimas pelo telefone 900 10 10 20. O governo espanhol e partidos políticos suspenderam compromissos previstos para esta quarta-feira.

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