Especialistas discutem o melhor momento para investir em dólar no atual cenário econômico

Foto: 1 de 1 Petróleo, dólar, guerra no Oriente Médio, crise do petróleo, Irã —

Na última segunda-feira (13), o dólar fechou cotado a R$ 4,99, um valor que não era alcançado desde março de 2024. Esse cenário levanta a questão: seria este o momento propício para adquirir a moeda? Especialistas alertam que a resposta não é simples e recomendam uma abordagem gradual nas compras, alinhada aos objetivos de cada investidor.

Para aqueles que estão investindo, a orientação é direcionar o foco para o longo prazo e utilizar o dólar como uma forma de proteção patrimonial, mantendo uma parte do investimento em moeda estrangeira, independentemente das condições de mercado. André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, ressalta que diluir a compra da moeda é essencial para equilibrar o preço médio.

A recente desvalorização do dólar é em grande parte resultado da instabilidade global, em especial pelas ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que têm levado investidores a buscar alternativas no Brasil. Além disso, a taxa de juros elevada no país contribui para esse movimento de atração de capitais.

Entretanto, a cautela é necessária, pois o cenário continua volátil. Galhardo alerta que decidir por uma compra significativa em um momento assim pode representar um risco considerável. Apesar disso, analistas do mercado enxergam essa fase como uma boa oportunidade para aquisição, desde que realizada de maneira diluída.

Edson Mendes, da Private Investimentos, afirma que a queda do dólar para a faixa de R$ 5 é uma oportunidade favorável para fortalecer a posição na moeda, já que as projeções indicam que o valor pode ultrapassar R$ 5,37 até o final de 2026. Sérgio Samuel, economista do Sistema Ailos, compartilha dessa visão, considerando que o patamar atual é adequado para diversificação de investimentos.

Rafael Costa, da Cash Wise Investimentos, complementa que a desvalorização do dólar ocorre em um contexto global, sendo parte da estratégia de Trump para atrair investimentos aos EUA. Ele conclui que essa movimentação econômica é intencional, visando tornar a produção interna mais competitiva em relação às importações.

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