Estados Unidos reafirma tarifas sobre importações brasileiras em carta a Flávio Bolsonaro

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, enviou uma carta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmando a posição dos EUA em relação à aplicação de tarifas sobre importações brasileiras. O conteúdo da correspondência foi divulgado na sexta-feira (26) pela campanha do pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Na comunicação, Rubio recordou uma solicitação feita por Flávio em junho, na qual ele pedia ao governo dos EUA que considerasse isentar o Brasil da nova proposta de tarifas. Em resposta, o secretário destacou que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs taxas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto para produtos que se enquadram nas categorias de “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.

O USTR argumentou que as políticas brasileiras em relação ao comércio digital, certas tarifas e ao desmatamento ilegal são passíveis de ação judicial conforme a Seção 301 da Lei, que permite aos EUA investigar e retaliar práticas comerciais que julguem injustas. Rubio enfatizou que o embaixador Jamieson Greer sugeriu medidas corretivas que seriam discutidas publicamente antes da implementação de qualquer nova medida tarifária.

O secretário também mencionou que essa determinação e as propostas de medidas corretivas resultam de uma investigação iniciada em julho de 2025, a pedido do presidente Trump. Rubio deixou claro que ainda existem significativas divergências entre os EUA e o Brasil sobre a resolução das questões identificadas nessa investigação, as quais incluem comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais injustas, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Além de tratar de questões comerciais, Rubio comentou sobre as eleições brasileiras, expressando otimismo em relação ao pleito e a disposição do senador Flávio em oferecer uma equipe de negociação aos EUA, caso seja eleito. O secretário afirmou que Os Estados Unidos estão preparados para colaborar com os líderes eleitos pelo povo brasileiro em busca de um comércio e investimento que sejam abrangentes, justos e mutuamente benéficos.

Rubio também agradeceu a Flávio Bolsonaro pelo apoio à decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O secretário ressaltou que os EUA reconhecem que a violência e as complexas redes criminosas dessas facções representam uma ameaça à segurança dos cidadãos na região. Ele acrescentou que, ao atacar as redes de crime organizado, os EUA visam proteger tanto a população brasileira quanto a americana contra essas ameaças.

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