A ofensiva destaca paralelos com intervenções passadas e levanta questões sobre o futuro do país.
O recente ataque dos EUA à Venezuela marca uma nova fase na política externa de Trump, refletindo estratégias do passado.
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, revela uma nova faceta da política externa militarista de Donald Trump. Esta ação não apenas reflete uma estratégia de segurança nacional renovada, mas também evoca as táticas de intervenções anteriores, como as ocorridas no Afeganistão e no Iraque durante a presidência de George W. Bush.
Contexto da ofensiva
O ataque, realizado em 3 de janeiro de 2026, foi parte da nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, que enfatiza uma presença militar reforçada na América Latina. Nicolás Maduro, identificado como chefe do Cartel de los Soles, foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, e será julgado por narcoterrorismo em Nova York.
Comparações históricas
A abordagem militar utilizada na Venezuela levanta paralelos com as intervenções do início dos anos 2000. Ambas as operações foram caracterizadas por:
Remoção de líderes em exercício.
Expectativa de reestruturação política após a intervenção.
- Dúvidas sobre a base legal das ações, especialmente considerando que a Venezuela não atacou diretamente os EUA.
As lições aprendidas com o Iraque e o Afeganistão ainda ressoam, com a crença de que a queda de um líder poderia facilitar reformas políticas. No entanto, as realidades no terreno muitas vezes se mostraram mais complexas e caóticas do que o inicialmente previsto.
Implicações futuras
As consequências da captura de Maduro ainda são incertas. Questões sobre quem assumirá o controle do país e como será garantida a segurança interna são preocupações emergentes. A estratégia de Trump, baseada na ideia de “paz através da força”, poderá não ser suficiente para estabilizar uma nação profundamente dividida, como a Venezuela.
A presença militar dos EUA na região não é nova, mas este ataque sublinha um compromisso renovado com a segurança nacional e a luta contra o narcotráfico. O futuro da Venezuela, no entanto, dependerá não apenas das ações dos EUA, mas também da resposta interna e da capacidade de formar um governo estável após a queda de Maduro.
Assim, o ataque à Venezuela não é apenas uma questão de política externa, mas também um reflexo de um padrão histórico de intervenções militares dos EUA, trazendo à tona questões sobre a eficácia e as implicações de tais ações no cenário internacional.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: colorida de presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acompanhando operação que capturou Maduro
