Entenda como a hibernação e outras formas de economia de energia funcionam na natureza
Com a chegada do inverno, algumas espécies de animais adotam a hibernação como estratégia de sobrevivência. O processo envolve uma série de adaptações metabólicas.
Em 3 de novembro de 2025, algumas espécies adotam a hibernação como estratégia para garantir a sobrevivência durante o inverno; essa prática envolve uma série de adaptações metabólicas que permitem meses de sono sem riscos sérios à vida. A hibernação não se resume a um simples repouso, mas é um processo complexo que altera o metabolismo do animal, ajustando suas funções corporais e utilizando as reservas de energia de forma cuidadosa para suportar o frio e a escassez de alimento por longos períodos.
O que acontece durante a hibernação
O início e o término da hibernação são controlados principalmente pelo fotoperíodo, que é a duração diária da luz. Com a aproximação do inverno, os dias se encurtam, sinalizando para os animais que é hora de reduzir suas atividades. Além disso, a escassez de alimentos e a queda das temperaturas reforçam essa necessidade, preparando o organismo para sobreviver em condições extremas. Durante esse estado, o corpo reduz atividades para economizar energia: a temperatura corporal e a frequência cardíaca caem, e o metabolismo passa a queimar principalmente gorduras para gerar energia e água, preservando algumas proteínas para proteger os músculos.
Diferenças entre hibernação, torpor e estivação
As principais formas conhecidas de economia de energia em animais são a hibernação, o torpor e a estivação, cada uma com características distintas. A hibernação dura meses e ocorre em resposta ao frio intenso, reduzindo significativamente o metabolismo e as funções vitais. O torpor, por outro lado, é um estado breve que pode durar algumas horas, motivado por frio ou fome, permitindo uma economia temporária de energia. Já a estivação ocorre em resposta ao calor extremo e à falta de água, permitindo que os animais sobrevivam em condições adversas.
Riscos da hibernação
Alguns animais exemplificam como a hibernação e outras formas de redução metabólica garantem a sobrevivência. As marmotas, por exemplo, podem permanecer inativas por até nove meses, enquanto ouriços reduzem quase totalmente suas funções vitais. No entanto, sair do estado de hibernação prematuramente pode ser fatal. O veterinário Moacir Carretta Júnior, de Belo Horizonte, explica que o despertar exige um grande gasto de energia, expondo os animais a ambientes hostis, o que aumenta a vulnerabilidade a predadores e infecções. Em regiões tropicais e em espécies domésticas, como hamsters e camundongos, formas mais leves de redução do metabolismo são observadas, como o torpor. Essa adaptação é crucial para a sobrevivência e conservação das espécies diante das mudanças climáticas.