Na manhã de 10 de maio de 2026, a Polícia Militar (PM) realizou uma operação na reitoria da Universidade de São Paulo (USP) para desocupar o local, onde um grupo de estudantes estava em manifestação. A ação da polícia resultou em confrontos, com o uso de gás lacrimogêneo e cassetetes para a retirada dos ocupantes.
A ocupação na reitoria da USP tinha como objetivo protestar contra diversas questões relacionadas à administração da universidade. Os estudantes reivindicavam melhorias nas condições de ensino, aumento de investimento em infraestrutura e mais apoio psicológico e acadêmico aos alunos. Durante o ato, os manifestantes se posicionaram em defesa de suas pautas, mas a situação se deteriorou rapidamente, levando à intervenção da PM.
A operação da PM ocorreu em um momento de tensão, com os estudantes resistindo à retirada. De acordo com relatos, os agentes da polícia empregaram força para dispersar os manifestantes, gerando um clima de confusão e medo entre os presentes. Alguns estudantes relataram que a ação foi desproporcional e que a utilização de gás lacrimogêneo poderia ter causado danos à saúde dos envolvidos.
O episódio gerou reações diversas entre a comunidade acadêmica e a sociedade em geral. Muitos expressaram preocupação com a forma como a polícia lidou com a situação, questionando a necessidade do uso de força para desocupar um espaço que simboliza a luta por direitos estudantis. A reitoria da USP, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.
A situação na USP se insere em um contexto maior de mobilizações estudantis que vêm ocorrendo em diversas universidades do Brasil, refletindo descontentamentos relacionados à educação pública e ao financiamento das instituições. O desfecho dessa operação e as repercussões que dela advirão ainda estão sendo acompanhados de perto por estudantes, professores e órgãos de defesa dos direitos humanos.