EUA emitem alertas para companhias aéreas sobre ações militares na América do Sul

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FAA recomenda atenção a voos na América Central e Sul devido a riscos de operações militares e interferência em sinais de GPS

EUA emitem alertas para companhias aéreas sobre possíveis ações militares e interferências em GPS na América Central e do Sul.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu, em 16 de janeiro de 2026, alertas para companhias aéreas que operam na América Central e em partes da América do Sul, recomendando atenção redobrada durante os voos devido ao risco de possíveis ações militares e interferências em sinais de GPS. Essa orientação cobre o México, países da América Central, além do Equador, da Colômbia e de áreas do espaço aéreo no leste do Oceano Pacífico, com validade de 60 dias.

Contexto das tensões militares

Esses alertas surgem em um cenário de agravamento das tensões entre os Estados Unidos e países da região sul-americana. O governo do presidente Donald Trump tem concentrado uma presença militar significativa no sul do Caribe, realizando operações na Venezuela que culminaram na detenção do presidente Nicolás Maduro. Trump também mencionou a possibilidade de ampliar ações militares, apontando a Colômbia como um possível alvo.

Além disso, o presidente norte-americano afirmou, na semana anterior, que cartéis de narcotráfico controlam o México e sugeriu que os EUA poderiam realizar ataques em terra para combater essas organizações criminosas, reforçando a postura de uso da força militar para lidar com o tráfico de drogas.

Impactos para o tráfego aéreo

Como consequência das operações militares na região, a FAA impôs restrições ao tráfego aéreo no Caribe, causando o cancelamento de centenas de voos de grandes companhias aéreas. Um incidente recente envolveu um avião da JetBlue que precisou adotar medidas de segurança para evitar uma colisão com um avião-tanque da Força Aérea dos EUA próximo à Venezuela. O voo 1112, que seguia de Curaçao para Nova York, identificou um aparelho militar operando sem transponder ligado a cerca de 64 quilômetros da costa venezuelana.

Ações recomendadas e validade dos alertas

A FAA orienta as companhias aéreas a manter vigilância absoluta em rotas que cruzem as áreas indicadas devido ao aumento do risco de interferências nos sistemas de navegação aérea, incluindo sinais de GPS, que podem comprometer a segurança dos voos.

Esses alertas têm validade inicial de 60 dias e poderão ser revisados conforme a evolução do cenário político e militar na região.

Implicações para a segurança regional

O aumento das operações militares e a postura agressiva dos EUA em relação a países e organizações na América do Sul evidenciam um ambiente de instabilidade crescente que pode impactar diretamente as rotas aéreas comerciais. A interferência em sistemas de navegação, além do risco de confrontos militares, representa um desafio para a segurança dos voos na região, obrigando as autoridades internacionais e companhias aéreas a adaptarem seus procedimentos e rotas.

Essa conjuntura reforça a complexidade das relações entre os Estados Unidos e os países sul-americanos, onde questões de soberania, segurança e combate ao tráfico de drogas se entrelaçam, elevando o grau de alerta para múltiplos setores, incluindo o da aviação civil.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Gettyimages

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