EUA altera estratégia com grupo curdo que combateu o Estado Islâmico na Síria

m colorida mostra enviado especial de Trump e o presidente da Síria - Metrópoles

Mudança na parceria com as Forças Democráticas Sírias sinaliza novo cenário geopolítico na região

EUA anunciam mudança na cooperação com as Forças Democráticas Sírias, grupo fundamental na derrota do ISIS, reforçando integração de curdos ao Estado sírio.

O governo dos Estados Unidos oficializou uma mudança significativa na sua abordagem em relação às Forças Democráticas Sírias (SDF), coalizão curda que teve papel fundamental na derrota do Estado Islâmico (ISIS) em território sírio ao longo dos últimos anos. A declaração foi feita em 20 de janeiro de 2026 pelo embaixador Tom Barrack, enviado especial do presidente Donald Trump para a Síria.

Alterações na aliança estratégica

Em uma comunicação divulgada na rede social X, Barrack destacou que a cooperação anterior com as SDF foi eficaz, definindo o grupo como “o parceiro terrestre mais eficaz na derrota do califado” do ISIS. Contudo, ressaltou que, com a ascensão do governo de Ahmed al-Sharaa, a lógica da parceria sofreu modificações que exigem um reposicionamento dos Estados Unidos.

O enviado especial enfatizou a importância da integração das milícias curdas ao Estado sírio unificado, conforme previsto no acordo de paz promovido pelas autoridades de Damasco, apoiadas por Washington. Este movimento representa uma mudança estratégica, já que o governo de al-Sharaa tem histórico de ligação com grupos como a Al-Qaeda e o próprio ISIS, o que evidencia um complexo jogo geopolítico.

Contexto do conflito e acordo de paz

A nova dinâmica surge após meses de confrontos no norte e leste da Síria, regiões onde as SDF perderam território para as forças leais ao governo central sírio. Em março de 2025, foi firmado um acordo que previa a integração dos combatentes curdos às forças governamentais e a devolução progressiva dos territórios controlados pela milícia para Damasco.

Apesar do cessar-fogo declarado pelas SDF em 20 de janeiro, o comandante Mazloum Abdi denunciou ataques do Exército Sírio e seus aliados contra civis curdos na região do Curdistão sírio, também chamada Rojava. Abdi solicitou que a coalizão internacional assuma maiores responsabilidades na proteção dos centros de detenção do ISIS e pediu que o governo sírio cesse os ataques e volte às negociações.

Implicações para a geopolítica regional

Esta decisão dos Estados Unidos marca uma reconfiguração das alianças no conflito sírio, indicando um enfraquecimento da posição dos curdos, historicamente aliados ocidentais na luta contra o extremismo. O apoio norte-americano ao governo de Ahmed al-Sharaa, controverso por sua ligação com grupos jihadistas no passado, sinaliza uma possível priorização de interesses estratégicos sobre afinidades ideológicas.

O cenário atual aumenta as tensões entre diferentes grupos étnicos e políticos na Síria e pode influenciar o equilíbrio de poder na região, afetando também as políticas de países vizinhos e das potências globais envolvidas no conflito.

A situação permanece volátil e sujeita a novos desdobramentos, com a população civil continuando a ser a mais afetada pela disputa de territórios e influências.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida mostra enviado especial de Trump e o presidente da Síria – Metrópoles

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