Governo Trump limita preços para evitar valores 'rebaixados' praticados na era Maduro
EUA permitem que China adquira petróleo venezuelano, impondo preços justos e evitando práticas da era Maduro, segundo autoridade.
Os Estados Unidos estão permitindo que a China compre petróleo venezuelano, porém com uma condição clara: os preços não podem ser “injustos e rebaixados”, como os praticados durante o governo de Nicolás Maduro. Essa declaração foi feita por uma autoridade do governo norte-americano, que falou sob anonimato, reforçando o papel da administração Trump em regular o mercado e garantir um valor justo para os recursos venezuelanos.
Contexto das medidas americanas
De acordo com a autoridade, a “operação decisiva e bem-sucedida de aplicação da lei” promovida pelo presidente Donald Trump assegura que o povo da Venezuela receba um preço adequado pela venda do petróleo para a China e outras nações, afastando práticas anteriores que permitiam a comercialização a preços corruptos e baixos.
Na última semana, Trump também afirmou que seu governo retirou 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela e está comercializando parte desses volumes no mercado aberto, com preços em queda. “Tiramos 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela nos primeiros quatro dias. Ainda temos milhões de barris de petróleo. Estamos vendendo no mercado aberto. Estamos baixando os preços do petróleo”, declarou o presidente à imprensa na Casa Branca.
Posição da China frente às importações
Paralelamente, a China registrou importações recordes de petróleo bruto provenientes dos Emirados Árabes Unidos, Brasil e Canadá no mês de dezembro. Apesar de um leve recuo de 0,7% nas importações de petróleo russo – principal fornecedor – em comparação ao ano anterior, a quantidade trazida da Rússia atingiu o nível mais alto para o ano de 2025, totalizando 9,33 milhões de toneladas, ou cerca de 2,2 milhões de barris por dia.
Impactos geopolíticos e econômicos
As medidas dos EUA representam uma tentativa de equilibrar as relações comerciais envolvendo petróleo venezuelano, limitando preços e combatendo práticas corruptas da era Maduro. Ao mesmo tempo, a China busca diversificar suas fontes de energia, aumentando compras de outros países, o que pode impactar o mercado global de petróleo e as relações diplomáticas na América Latina.
Essa dinâmica ocorre em meio a estratégias geopolíticas que envolvem sanções, interesses econômicos e disputas por influência na região, com o petróleo venezuelano sendo um ponto central desses esforços multilaterais.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Petróleo EUA china
