Os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de um acordo com o Irã, mas o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que, caso as negociações não avancem, o país buscará "outra maneira" de lidar com a situação. Durante uma coletiva de imprensa realizada em Nova Délhi nesta segunda-feira (25), Rubio destacou que Washington está disposto a oferecer todas as oportunidades para a diplomacia antes de considerar alternativas.
A declaração de Rubio ocorre em um contexto de incerteza, já que o presidente Donald Trump havia mencionado no dia anterior que instruíra sua equipe a não se precipitar em relação a um acordo com o Irã. Em suas palavras, havia "algo bastante sólido sobre a mesa" em termos de negociação, especialmente no que diz respeito à questão nuclear e à abertura do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o transporte de petróleo.
Trump, em uma postagem na rede Truth Social, reiterou que o bloqueio dos EUA a navios iranianos no Estreito de Ormuz permaneceria em vigor até que um acordo fosse alcançado, certificado e assinado. O presidente também pediu calma a ambos os lados para que as negociações fossem conduzidas de maneira adequada.
A resposta do governo iraniano ainda não foi divulgada. Contudo, a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária do Irã, acusou os EUA de obstruir partes de um possível acordo, mencionando a exigência de que Teerã tivesse acesso a fundos congelados. A situação gerou reações no mercado, com os preços do petróleo caindo 6% nesta segunda-feira, atingindo mínimas em duas semanas, à medida que as expectativas de um acordo se intensificavam.
No último sábado (23), Trump havia aumentado as esperanças de um entendimento ao afirmar que as partes estavam "negociando em grande parte" um memorando que poderia reabrir o Estreito de Ormuz, que antes do conflito era responsável por um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito. No entanto, as partes ainda enfrentam desavenças em questões cruciais, como as ambições nucleares do Irã.
As tensões regionais também permanecem elevadas, especialmente devido aos bombardeios conjuntos entre Os Estados Unidos e Israel, que resultaram em milhares de mortes no Irã antes de serem suspensos em abril. Israel, por sua vez, também intensificou suas ações no Líbano contra o grupo Hezbollah, provocando um grande número de fatalidades e deslocamentos de população. As hostilidades entre os países têm gerado um impacto significativo na segurança no Golfo Pérsico, onde ataques iranianos a Israel e a nações vizinhas resultaram em várias mortes.