Medida impõe sanções econômicas e pressiona apoio a grupos extremistas no Oriente Médio
EUA classificam a Irmandade Muçulmana como terrorista por apoio ao Hamas, impondo sanções a suas seções.
EUA designam Irmandade Muçulmana como terrorista
Os Estados Unidos classificaram a Irmandade Muçulmana como uma organização terrorista, abrangendo suas seções no Líbano, Jordânia e Egito. Essa decisão, anunciada em 13 de janeiro de 2026, visa combater o apoio material que essas seções fornecem ao Hamas, considerado um grupo extremista.
Sanções econômicas e pressão internacional
As sanções impostas afetam diretamente os núcleos da Irmandade Muçulmana, bloqueando todos os bens sob controle americano e proibindo cidadãos e instituições dos EUA de realizar transações com esses grupos. A medida também serve para pressionar países do Oriente Médio que ainda oferecem suporte ou tolerância a essas organizações.
A nota oficial, divulgada pelos departamentos de Estado e do Tesouro dos EUA, ressalta que os núcleos da Irmandade Muçulmana têm fornecido “apoio explícito e entusiástico” ao Hamas. Essa afirmação é acompanhada de preocupações sobre como tal apoio pode incitar a violência no Oriente Médio e em outras partes do mundo, em prol de uma interpretação extremista do Islã.
A história da Irmandade Muçulmana
Fundada em 1929 por Hassan Al-Banna no Egito, a Irmandade Muçulmana é considerada a raiz do fundamentalismo islâmico moderno. Desde sua criação, o grupo tem sido apontado como uma influência significativa em vários movimentos extremistas ao redor do mundo. A designação de suas seções como terroristas reflete a crescente preocupação dos EUA com o crescimento do extremismo e a segurança nacional.
Reações e justificação das autoridades
O governo Trump justifica a inclusão desses grupos na lista de organizações terroristas, afirmando que representam uma ameaça direta ao povo americano e a seus aliados. O subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, John K. Hurley, destacou que a Irmandade Muçulmana tem inspirado e financiado grupos terroristas, como o Hamas, o que justifica as medidas severas adotadas.
Funcionamento das sanções
Com a nova classificação, cada transação financeira envolvendo a Irmandade Muçulmana se torna ilegal, exceto se houver autorização específica do governo dos EUA. Isso significa que instituições financeiras que não seguirem essas diretrizes podem enfrentar sanções severas. A ação tem como objetivo não apenas isolar financeiramente a Irmandade Muçulmana, mas também desmantelar as redes de apoio ao Hamas.
A situação no Oriente Médio continua a ser tensa, e a designação da Irmandade Muçulmana como uma organização terrorista pode ter repercussões significativas nas relações internacionais e nas dinâmicas políticas da região. À medida que os EUA buscam conter o extremismo, a resposta das nações que ainda apoiam a Irmandade Muçulmana será crucial para o futuro do Oriente Médio e a segurança global.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida mostra apoiadores do Hamas – Metrópoles
