Forças Armadas americanas utilizam drones e aeronaves de combate em operações contra tráfico de drogas
EUA realizam ofensivas contra embarcações de tráfico de drogas no Caribe e Pacífico, utilizando drones e caças.
EUA atacam embarcações no Caribe e Pacífico
Em uma tentativa de combater o tráfico de drogas, as Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram em setembro uma campanha militar contra embarcações suspeitas no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe. Esta operação, que utiliza drones e aeronaves de combate, visa reduzir o fluxo de narcóticos que chegam ao território americano.
Drones e aeronaves em ação
De acordo com fontes a par da operação, a maioria dos ataques tem sido realizada com drones MQ-9 Reaper, que são pilotados remotamente e armados com mísseis Hellfire. Outras aeronaves, como os caças F-35 e os aviões de artilharia AC-130J, também têm sido empregados. Em uma das ofensivas, um AC-130J foi avistado em 9 de outubro, armado com mísseis de precisão para atingir alvos terrestres.
Resultados da campanha militar
Desde o início da operação, os militares americanos mataram dezenas de pessoas e destruíram 20 embarcações. A ofensiva é parte de uma estratégia mais ampla que, segundo Washington, tem como objetivo diminuir o tráfico de drogas para os Estados Unidos. O Pentágono ainda não confirmou quais aeronaves ou equipamentos estão sendo especificamente utilizados nas operações.
Atividades militares em Porto Rico
Os recursos militares foram concentrados em Porto Rico, onde imagens indicam que pelo menos sete drones MQ-9 estão baseados. Além disso, a Estação Naval Roosevelt Roads, que havia sido desativada, foi reativada, conforme evidências fotográficas. Isso sugere um aumento na atividade militar americana na região, possibilitando um melhor alcance das operações contra o tráfico.
Mudanças na estratégia de combate
Recentemente, a estratégia americana mudou, priorizando ataques no Oceano Pacífico Oriental em vez do Mar do Caribe. Essa decisão foi influenciada por informações que indicam que a maioria da cocaína traficada para os EUA vem da Colômbia, passando pelo México, em vez de ter como origem a Venezuela. Essa nova abordagem busca ampliar a eficácia das ofensivas.
Custos e implicações da campanha
As operações têm levantado questões sobre os custos envolvidos, com cada ataque custando centenas de milhares de dólares. Por exemplo, um míssil Hellfire custa cerca de US$ 150 mil, enquanto o custo por hora de voo de um drone Reaper é de aproximadamente US$ 3.500. Embora os parlamentares tenham buscado informações sobre os gastos, o Departamento de Defesa não forneceu um valor total para a campanha.
Questões sobre alvos e identificação
Apesar da intensidade dos ataques, surgem questionamentos sobre a identidade das pessoas atingidas. Em reuniões no Congresso, autoridades admitiram que não têm certeza da afiliação de todos os indivíduos a bordo das embarcações antes de realizar os ataques, baseando-se em informações de inteligência que ligam as embarcações a organizações criminosas específicas.
Desdobramentos futuros
Enquanto isso, ativos militares adicionais estão sendo direcionados ao Caribe, incluindo o Grupo de Ataque do Porta-aviões Ford, levantando questões sobre a possibilidade de ações militares mais amplas na região. Essa concentração de forças no Comando Sul dos EUA tem gerado discussões sobre os reais objetivos da administração em relação a países da América Latina, como a Venezuela. Com isso, a situação continua a evoluir, e a atenção se volta para os próximos passos da estratégia americana na luta contra o tráfico de drogas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Arquivo via CNN Newsource