Decisão de Donald Trump reforça ruptura com o tratado da ONU após um ano de processo
Os EUA oficializaram a saída do Acordo de Paris em 27/01/2026, reafirmando decisão de Trump e alinhando-se a outros países que abandonaram o tratado climático.
Os Estados Unidos oficializaram a saída do Acordo de Paris sobre mudança climática em 27 de janeiro de 2026, por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump. Essa medida reafirma o rompimento do país com o tratado da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciado há um ano, quando Trump comunicou formalmente a decisão em seu primeiro dia de retorno à presidência.
Contexto da saída dos EUA
Com a oficialização da retirada, os Estados Unidos juntam-se a países como Irã, Líbia e Iêmen, que também abandonaram o acordo. O governo Trump argumenta que a saída permitirá ampliar a economia norte-americana e aumentar os salários dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que mantém a redução da poluição do ar e da água, além da diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
O documento oficial divulgado pela Casa Branca destaca ainda que os acordos climáticos da ONU enviam subsídios injustificados dos EUA para países considerados “não merecedores”, reforçando a tese de que a autonomia na gestão ambiental é prioritária.
Impactos globais e reação internacional
Apesar da retirada dos EUA, o compromisso global com a redução das emissões de gases de efeito estufa não sofreu interrupção significativa. Conforme reportado pelo jornal The Guardian, os investimentos em energia de baixo carbono continuam crescendo, superando os gastos com combustíveis fósseis, e as fontes renováveis representaram mais de 90% da capacidade energética global no último ano.
No âmbito doméstico, a decisão provocou reações divididas no Congresso norte-americano, com alguns deputados desaprovando a saída, enquanto outros aplaudem a medida.
Sobre o Acordo de Paris
O Acordo de Paris, firmado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), é o primeiro tratado internacional que estabelece metas concretas para limitar o aumento da temperatura global, além de propor a redução das emissões de gases de efeito estufa e estratégias para mitigar os efeitos climáticos.
A saída dos EUA implica no fim imediato dos compromissos financeiros do país relacionados à convenção, impactando a dinâmica do financiamento climático global.
A decisão marca um novo capítulo nas políticas ambientais dos Estados Unidos e levanta questões sobre o futuro do engajamento americano em iniciativas multilaterais para combate às mudanças climáticas.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Joe Raedle/Getty Images