O governo dos Estados Unidos tem intensificado suas ações contra o chamado "turismo de nascimento", que se refere à prática de estrangeiros que viajam ao país com o objetivo de dar à luz e garantir a cidadania americana aos filhos. Recentemente, mais de 600 vistos foram cancelados como parte dessa ação, conforme anunciado pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Essa ofensiva conta com a participação de uma força-tarefa específica do Departamento de Estado e do Departamento de Segurança Interna (DHS). O grupo tem como objetivo monitorar o uso irregular de vistos e investigar redes que, segundo o governo, lucram ao organizar essas viagens para gestantes.
Entre os alvos dessa operação estão empresas que supostamente ajudam clientes a encobrir o verdadeiro propósito da viagem aos Estados Unidos. De acordo com Rubio, essas organizações auxiliam gestantes com o processo de solicitação de vistos, hospedagem e deslocamento, além de orientarem a fornecer informações falsas e, em alguns casos, a produzir documentos fraudulentos.
Em uma declaração feita na última quarta-feira (12/8), o secretário ressaltou que o Departamento de Estado está comprometido em utilizar todos os recursos disponíveis para interromper as atividades dessas redes. Ele enfatizou que a cidadania americana "não está à venda".
As consequências para aqueles que forem pegos apresentando informações falsas sobre a finalidade da viagem podem ser severas. Além do cancelamento imediato do visto, o governo alertou que tais indivíduos poderão enfrentar restrições ao tentar obter novos vistos ou até mesmo ao tentar retornar aos Estados Unidos.
Essa operação se insere em um contexto mais amplo de endurecimento da política migratória implementada pelo Governo Trump, que também busca limitar o alcance da cidadania concedida às pessoas que nascem em território americano.