Europa articula defesa da Groelândia após pressão dos EUA

Kristian Tuxen Ladegaard Berg/NurPhoto via Getty Images

Países europeus discutem estratégias para proteger Groelândia diante da insistência de Trump em controlar o território

Após pressão dos EUA, Europa se mobiliza para defender a Groelândia, com reuniões de chanceleres e declarações firmes sobre a soberania do território.

Defesa da Groelândia vira pauta urgente na Europa

A defesa da Groelândia passou a ser um tema de alta prioridade para países europeus após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressar interesse em controlar o território estratégico que pertence à Dinamarca. Em meio a declarações que não descartam o uso de força militar, aliados europeus articulam uma resposta coordenada para proteger a soberania da região.

Reunião de chanceleres europeus

No dia 7 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, anunciou que o assunto seria tratado em reunião com os chanceleres da Alemanha e da Polônia. Apesar de não divulgar detalhes específicos, a iniciativa marca o esforço conjunto para elaborar um plano de contingência diante das ameaças americanas.

Declaração conjunta reforça soberania e segurança coletiva

Em 6 de janeiro, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca divulgaram comunicado conjunto reafirmando que “a Groenlândia pertence ao seu povo”, ressaltando que somente Dinamarca e Groenlândia têm autoridade para decidir o futuro do território. O documento enfatiza ainda que a segurança no Ártico deve ser garantida coletivamente no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), da qual Dinamarca e Estados Unidos são membros.

Aviso da Dinamarca sobre riscos à Otan

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que qualquer ataque dos EUA contra um país da Otan representaria o fim da aliança militar. Ela afirmou, “Se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para. Inclusive a nossa Otan e a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, demonstrando a seriedade com que a situação está sendo tratada.

Reação da Groenlândia e planos dos EUA

Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, usou as redes sociais para expressar sua insatisfação: “Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”. Enquanto isso, a Casa Branca confirmou que Trump estuda diversas opções para controlar a região, incluindo o uso das Forças Armadas, embora a proposta principal seja uma aquisição pacífica do território. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou o desejo de Trump em comprar a Groenlândia ao invés de invadi-la, requerendo que assessores apresentem planos para essa operação.

Implicações geopolíticas e estratégicas

O interesse renovado dos EUA pela Groenlândia ocorre em meio a uma crescente competição pelo controle do Ártico, uma região com importância estratégica crescente devido a seus recursos naturais e posição geopolítica. A movimentação europeia reflete não só a defesa da soberania territorial, mas também a preocupação com a manutenção do equilíbrio de poder e a estabilidade da aliança transatlântica.

A articulação europeia busca garantir que qualquer decisão sobre o futuro da Groelândia seja tomada de forma coletiva e respeitando o direito dos seus habitantes, além de evitar conflitos que possam desestabilizar a Otan e a segurança global no pós-guerra.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Kristian Tuxen Ladegaard Berg/NurPhoto via Getty Images

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: