Evasão de presos durante ‘saidinha’ de Natal levanta questões sobre segurança

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Mais de 250 detentos não retornaram após saída temporária, aumentando a preocupação com a concessão do benefício.

Mais de 250 presos não retornaram após a saída temporária de Natal, reacendendo o debate sobre a concessão do benefício.

A preocupação com a segurança pública voltou a ser um tema central após a saidinha de Natal, quando mais de 250 detentos não retornaram às suas unidades prisionais. Essa situação não apenas levanta questões sobre a eficácia das políticas de concessão de benefícios, mas também expõe a fragilidade do sistema penitenciário em relação a criminosos de alta periculosidade.

Evasão de Detentos: Um Problema em Crescimento

Entre os 1.868 detentos que obtiveram autorização para a saída temporária, 258 não retornaram, com 150 deles associados ao Comando Vermelho (CV). Essa facção criminosa, uma das mais poderosas do Brasil, tem mostrado um aumento na taxa de evasão, com 47,45% dos beneficiados sendo de sua autoria, um crescimento de 7% em comparação ao ano anterior. A situação é alarmante e exige uma reavaliação urgente das diretrizes que regem as saídas temporárias.

Detalhes sobre os Presos que não Retornaram

  • Tiago Vinicius Vieira, conhecido como Dourado, é um dos principais nomes que não retornaram, classificado como de altíssima periculosidade e ligado a vários crimes, incluindo tráfico de drogas e assaltos.
  • Outros detentos notáveis que não voltaram incluem:

André Luiz de Almeida (Nestor do Tuiuti) Márcio Aurélio Martinez Martelo (Bolado) Sérgio Luiz Rodrigues Ferreira (Salgueiro ou Problema)

Além dos 258 presos que não regresaram, a lista inclui 39 do Terceiro Comando Puro (TCP) e 23 da facção Amigos dos Amigos (ADA). Essa distribuição revela que 58,1% das evasões são de membros do CV, enquanto 17,8% pertencem a presos sem facção.

O Impacto da Legislação

A legislação brasileira permite que presos do regime semiaberto que cumpriram um sexto da pena (se primários) ou um quarto (se reincidentes) possam ter acesso a saídas temporárias. Contudo, a situação atual sugere que a aplicação dessa lei precisa ser revista, especialmente considerando o perfil dos detentos que estão recebendo esses benefícios.

O que Fazer Agora?

Diante desse cenário, algumas medidas podem ser discutidas:
Revisão das Políticas: É essencial que as políticas de concessão de saídas temporárias sejam revistas para garantir que apenas os detentos que realmente merecem o benefício o recebam.
Aumento da Vigilância: Propostas para aumentar a vigilância e acompanhamento dos detentos durante a saída temporária devem ser consideradas.
Debate Público: Uma discussão ampla envolvendo sociedade civil, especialistas e autoridades é crucial para encontrar soluções que equilibrem a reintegração social e a segurança pública.

Com a segurança da sociedade em jogo, as autoridades precisam agir rapidamente para evitar que situações como essa se repitam, garantindo que os benefícios concedidos aos detentos não coloquem em risco a população.

Fonte: baccinoticias.com.br

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