Ex-CEO do Google lidera projeto de quatro telescópios de próxima geração

Iniciativa busca revolucionar a observação astronômica com tecnologia inovadora

Quatro novos telescópios, incluindo um no espaço, prometem revolucionar a astronomia com tecnologia avançada e financiamento privado.

No dia 7 de janeiro de 2026, durante a 247ª reunião da American Astronomical Society, foi anunciada uma revolução na astronomia: quatro telescópios de próxima geração, três deles baseados na Terra e um no espaço, receberam financiamento privado. O projeto, sob a liderança de Eric Schmidt, ex-CEO do Google, promete resultados em um prazo surpreendentemente curto e a um custo acessível.

O contexto do projeto de telescópios

O financiamento vem da Schmidt Sciences, uma organização filantrópica criada por Wendy e Eric Schmidt. Este movimento é significativo, especialmente em um contexto onde o governo dos EUA tem enfrentado cortes orçamentários em agências científicas, como a NASA. A iniciativa visa não apenas avançar a pesquisa astronômica, mas também desafiar a tendência de subinvestimento em ciência. Segundo Pete Klupar, diretor executivo do projeto Lazuli, o objetivo é realizar as descobertas em três anos, oferecendo 70% mais capacidade de coleta de dados do que o Telescópio Espacial Hubble.

Enquanto empresas como Blue Origin e SpaceX têm se focado em voos comerciais e exploração de Marte, o Lazuli se destaca como o primeiro telescópio espacial privado financiado sem a ajuda do governo. Esta abordagem pode mudar o paradigma da pesquisa astronômica, tornando-a mais acessível e rápida. Klupar enfatiza que a estrutura do projeto, com um único acionista, evita a paralisia na tomada de decisões e permite um avanço mais ágil nas descobertas científicas.

Detalhes do projeto Lazuli e telescópios terrestres

O telescópio Lazuli, com um espelho de 3,1 metros, terá a capacidade de realizar observações em bandas de comprimento de onda óptico e infravermelho. Ele será colocado em uma órbita ressonante lunar, uma escolha estratégica que combina custo-eficiência e estabilidade. Entre seus instrumentos, destaca-se um coronógrafo capaz de capturar imagens de exoplanetas, o que pode abrir novas fronteiras na busca por mundos habitáveis.

Além do Lazuli, o sistema do Observatório Schmidt incluirá três telescópios terrestres: o Argus Array, o Deep Synoptic Array (DSA) e o Large Fiber Array Spectroscopic Telescope (LFAST). O Argus, que deve começar a operar em 2028, será composto por 1.200 pequenos telescópios, oferecendo uma área de coleta equivalente a um telescópio de 8 metros. Sua grande capacidade de campo permitirá o mapeamento do céu em escalas temporais muito rápidas, ideal para capturar eventos astrofísicos transitórios.

O DSA, por sua vez, será construído em Nevada e contará com 1.656 telescópios de 1,5 metros, especializados em escaneamento em bandas de rádio. Este telescópio é projetado para detectar fontes radioativas ocultas pela poeira interestelar, um avanço significativo na observação de fenômenos como buracos negros e centros galácticos. O LFAST, com sua estrutura modular, permitirá uma ampliação gradual da capacidade conforme necessário, focando na realização de pesquisas complementares aos outros telescópios.

O futuro da astronomia com tecnologia privada

O projeto de telescópios liderado por Schmidt representa uma nova era de exploração espacial, onde a tecnologia e o financiamento privado podem acelerar descobertas que antes dependiam exclusivamente de recursos governamentais. Arpita Roy, do Schmidt Sciences, ressalta que a meta é democratizar o acesso à tecnologia astronômica, permitindo que mais cientistas contribuam para o avanço do conhecimento. A expectativa é que esses telescópios não apenas ampliem nossa compreensão do universo, mas também inspirem novas gerações a se envolverem com a ciência e a exploração espacial.

Com uma combinação de inovação tecnológica e financiamento privado, o futuro da astronomia parece mais promissor do que nunca, preparando o terreno para descobertas que poderão mudar nossa visão sobre o cosmos.

Fonte: www.space.com

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