Yoon Suk Yeol é acusado de planejar uma insurreição ao impor lei marcial em 2024
Promotor solicita pena de morte para Yoon Suk Yeol por insurreição durante a imposição de lei marcial em 2024.
Ex-presidente sul-coreano pode enfrentar pena de morte
Em Seul, no dia 14 de janeiro de 2026, o promotor especial da Coreia do Sul, durante audiência no Tribunal Distrital Central, solicitou a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol. O ex-líder é acusado de insurreição após a imposição de uma lei marcial em dezembro de 2024. A gravidade do crime, conforme a legislação sul-coreana, justifica a pena máxima, embora não tenha havido execuções no país desde 1997.
Contexto das acusações contra Yoon Suk Yeol
Durante as alegações finais, o promotor enfatizou que Yoon, junto ao ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, supostamente arquitetou um plano para se manter no poder por meio da imposição de uma lei marcial. Segundo a acusação, Yoon alegou que a medida visava proteger a democracia, mas sua ação foi classificada como “inconstitucional e ilegal”, afetando seriamente a Assembleia Nacional e a Comissão Eleitoral.
Yoon Suk Yeol, de 65 anos, nega todas as acusações. A lei marcial foi decretada em 3 de dezembro de 2024 e durou poucas horas, durante as quais Yoon mobilizou o Exército para enfraquecer a oposição parlamentar. Ele justificou a ação como necessária para contrabalançar as chamadas “forças comunistas” que ameaçavam o governo.
Detenção e destituição do ex-presidente
O ex-presidente foi detido em janeiro de 2025, após tentativas frustradas de capturá-lo em sua residência, que estava sob proteção de segurança presidencial. Em março, um tribunal decidiu que sua detenção foi ilegal. Yoon foi destituído do cargo em abril do mesmo ano, após meses de protestos e instabilidade política. Ele voltou a ser preso em junho devido ao risco de destruição de evidências.
Durante o processo judicial, Yoon argumentou que suas ações estavam dentro dos limites de sua autoridade presidencial e que buscavam alertar sobre a obstrução do governo pelos partidos opositores. A decisão final sobre seu caso deve ocorrer em fevereiro de 2026.
Consequências legais e precedentes
Atualmente, Yoon enfrenta um total de oito processos judiciais relacionados a várias acusações criminais, além da insurreição. A história da Coreia do Sul com ex-presidentes acusados de crimes é complexa; em 1996, os ex-presidentes Chun Doo-hwan e Roh Tae-woo também enfrentaram acusações similares, resultando em penas severas, embora posteriormente tenham recebido perdão.
A última execução no país ocorreu em 1997, e a opinião pública sobre a pena de morte é um tema delicado, com um histórico de resistência a sua aplicação. O novo governo, liderado pelo presidente Lee Jae Myung, expressou confiança de que a Justiça atuará de acordo com a lei e os princípios democráticos.
Expectativas sobre o julgamento
O desfecho do caso de Yoon Suk Yeol é aguardado com grande expectativa tanto nacional quanto internacionalmente. O tribunal terá a responsabilidade de decidir não apenas sobre as acusações de insurreição, mas também sobre o futuro da democracia sul-coreana e o papel das instituições judiciais em um cenário de crescente polarização política. A sociedade civil e os grupos de direitos humanos observam atentamente os desdobramentos, em busca de garantias de um processo justo e transparente.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida de presidente afastado da Coreia do Sul
