Exames e consultas: diagnóstico precoce pode fazer a diferença

Exames e consultas

Combinação entre análise clínica e tecnologia de exames laboratoriais e de imagem atua na preservação da vida.

Consultas preventivas, exames e diagnósticos precoces são capazes de reduzir a mortalidade no Brasil. Sintomas aparentemente simples ou silenciosos podem indicar disfunções em diferentes sistemas do organismo. Quando ignorados, esses sinais podem evoluir para quadros graves.

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), descobrir uma enfermidade na fase inicial muda o curso do tratamento, elevando as taxas de cura, a chance de melhores resultados no tratamento, além de evitar procedimentos invasivos.

A combinação entre a análise clínica de especialistas e a tecnologia dos exames laboratoriais e de imagem atua diretamente na preservação da vida, com chances de cura de diversas patologias, incluindo doenças inflamatórias crônicas e cânceres. 

Segundo informações do Ministério da Saúde, muitas das patologias que mais registram óbitos no país, como câncer colorretal, câncer de próstata e doenças cardiovasculares, evoluem de forma silenciosa. Quando os primeiros sintomas físicos surgem, a doença costuma estar em estágio avançado.

Estatísticas divulgadas pela pasta revelam que tumores diagnosticados no estágio I apresentam chances de cura que podem superar os 90%, dependendo do órgão afetado. No estágio IV, em que há metástase, esse índice cai consideravelmente.

Como assegurar o diagnóstico precoce

Além do autoexame e da percepção do próprio corpo, a consulta com o médico especialista ajuda a identificar fatores de risco individuais, histórico familiar e alterações físicas. Consultas com especialistas permitem compreender, por exemplo, o que o urologista trata, auxiliando a diagnosticar desde infecções urinárias de repetição e cálculos renais até a hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata. 

A avaliação inclui exames de análises clínicas, que detectam alterações químicas, hormonais e celulares; de imagem que identificam massas, lesões e nódulos estruturais; e exames endoscópicos, que permitem visualização direta e biópsias.

Exames como a colonoscopia com citologia atuam de forma complementar na detecção precoce de alterações, incluindo condições inflamatórias e cânceres que apresentam maiores chances de tratamento quando identificados em estágios iniciais.

Entre os  benefícios diretos no resultado do tratamento quando a investigação tem início com a detecção de sintomas iniciais, estão: tratamentos menos agressivos, preservação de órgãos e rápida recuperação.

Calendário de exames

Ainda que não haja dor, é importante seguir o calendário de rotina para avaliação da saúde, conforme orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Homens e mulheres devem ficar atentos aos exames laboratoriais, que devem ser realizados de tempos em tempos. Entre eles: hemograma completo, que avalia a saúde geral e detecta anemias ou infecções; glicemia de jejum e hemoglobina glicada, para  rastreio de diabetes e pré-diabetes; perfil lipídico, para avaliar o risco de doenças cardiovasculares.

Já a dosagem de creatinina e ureia tem como objetivo verificar a função renal; TGO, TGP e GGT para verificação da função hepática; coleta de urina e fezes visa detectar infecções urinárias e alterações no sistema digestivo; além das sorologias, para testagem para infecções sexualmente transmissíveis.

Os exames cardiológicos incluem o eletrocardiograma e teste ergométrico e ecocardiograma. A partir dos 45 anos, homens e mulheres devem realizar a primeira colonoscopia para prevenção do câncer colorretal.

Homens devem iniciar o rastreamento anual do câncer de próstata com o urologista, que engloba exame de PSA e toque retal, aos 50 anos. Aqueles que tenham câncer de próstata no histórico familiar, assim como homens negros, devem iniciar o rastreio aos 45 anos. Os exames de rotina para mulheres incluem o exame do colo do útero, mamografia e ultrassom pélvico.

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