Exolua gigante desafia definição tradicional com tamanho surpreendente

m colorida mostra uma lua gigante - Metrópoles - Foto: Unsplash

Exolua nove vezes maior que Netuno orbita exoplaneta a 133 anos-luz da Terra

Cientistas descobrem exolua gigante, nove vezes maior que Netuno, orbitando exoplaneta distante 133 anos-luz da Terra, desafiando conceitos sobre luas.

Investigações recentes sobre o sistema planetário além do nosso, especificamente relacionado ao exoplaneta HD 206893 B, trouxeram à tona a possível existência de uma exolua gigante com dimensões impressionantes, nove vezes maiores que Netuno, colocando em xeque conceitos estabelecidos sobre o que define uma “lua”.

Exolua gigante e sua dimensão inédita

O astrônomo Quentin Kral, da Universidade de Cambridge, liderou a equipe que detectou essa exolua orbitando o exoplaneta HD 206893 B, localizado a aproximadamente 133 anos-luz da Terra. Esse planeta é um gigante gasoso, com massa estimada em 28 vezes a de Júpiter. A exolua identificada possui cerca de 40% do tamanho de Júpiter e nove vezes a massa de Netuno, o que a torna um objeto excepcionalmente grande para um satélite natural.

Técnicas e instrumentos por trás da descoberta

A detecção foi possível graças ao uso do Very Large Telescope (VLT), no Chile, equipado com o instrumento Gravity, um espectrômetro infravermelho de alta precisão. A equipe aplicou a técnica da astrometria, que mede com exatidão a posição e o movimento dos corpos celestes. Essa técnica permitiu observar o movimento oscilante do exoplaneta causado pela influência gravitacional da exolua, caracterizando um sistema com dinâmica complexa.

Dinâmica orbital e peculiaridades do sistema

Além do deslocamento orbital típico entre um planeta e sua lua, foi notado um movimento de vai e vem no exoplaneta, sugerindo a presença dessa grande companheira invisível. A órbita da exolua apresenta uma inclinação de cerca de 60°, indicando possíveis interações cósmicas que alteraram a configuração do sistema. O período orbital da exolua é estimado em cerca de nove meses.

Implicações para a definição de luas

No Sistema Solar, Ganimedes, lua de Júpiter, é a maior lua conhecida, mas ainda muito menor em proporção ao que foi inferido na exolua descoberta. Isso desafia a classificação tradicional de satélites naturais e levanta questões sobre os limites que definem uma “lua” versus um planeta anão ou outro tipo de corpo celeste.

Futuro da pesquisa e validação científica

O artigo preliminar, publicado no arXiv em novembro de 2025, ainda passará por revisão por pares. A validação dessa descoberta poderá consolidar a astrometria como uma ferramenta essencial para identificar luas gigantes em sistemas exoplanetários distantes, ampliando nosso entendimento sobre a diversidade de corpos celestes existentes no universo.

Esta notícia representa um avanço significativo na astronomia e na compreensão dos sistemas planetários fora do nosso Sistema Solar, indicando que luas podem ser muito maiores e mais complexas do que se imaginava até então.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida mostra uma lua gigante – Metrópoles – Foto: Unsplash

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