A Estufa na Vila Madalena, em São Paulo, abriga a exposição individual "ENTRE e ao REDOR", do artista Leo Laniado. A mostra, que pode ser visitada gratuitamente até o dia 17 de outubro de 2026, convida o público a refletir sobre a intersecção ENTRE paisagens e experiências humanas. O espaço é conhecido por sua atmosfera que combina a arte com o dinamismo do bairro, proporcionando uma pausa para os visitantes.
Com curadoria de Karina Machado e do próprio Laniado, a exposição reúne um conjunto de pinturas criadas ENTRE 2018 e 2026. As obras apresentam figuras que parecem transitar por paisagens indefinidas, sugerindo uma relação de ambiguidade ENTRE os elementos. O artista utiliza camadas de cor e textura para construir superfícies que não se limitam a narrativas lineares, mas sim, instigam o observador a pensar sobre as conexões e separações ENTRE diferentes contextos.
O título "ENTRE e ao REDOR" reflete a proposta da exposição: estar em um estado intermediário, sem uma definição clara de pertencimento. A paisagem, nesse sentido, não é apenas um pano de fundo, mas um espaço de relações que envolve memória, deslocamento e a noção de pertencimento, temas que permeiam tanto a obra de Laniado quanto sua trajetória pessoal.
Leo Laniado é um artista ítalo-brasileiro que estabeleceu sua residência em São Paulo em 1953, após nascer no Cairo, Egito. Sua formação inclui estudos na área de arte e arquitetura, tendo vivido em Nova York em 1966, onde esteve imerso nas transformações culturais da época. Ao retornar ao Brasil, ele fundou o Galpão no final da década de 1970, um espaço inovador que promoveu exposições e encontros com figuras importantes da arte brasileira e latino-americana.
Além de sua atuação como artista visual, Laniado é um pesquisador da cor e seu trabalho se estende à criação de revestimentos por meio da marca Terracor, da qual é fundador e sócio. Apesar de ter iniciado sua carreira artística na década de 1960, foi em 2022 que ele apresentou sua produção autoral em uma exposição individual, sinalizando um amadurecimento significativo em sua trajetória.
A exposição "ENTRE e ao REDOR" se destaca por sua abordagem que mescla gesto, imaginação e tecnologia. Ao apresentar imagens que provocam sentimentos de estranhamento e familiaridade, o artista instiga questões sobre a percepção do outro e o lugar que cada um ocupa no mundo.