A novela das 21h da Globo, "Quem Ama Cuida", protagonizada por Tata Werneck como a personagem Brigitte, tem gerado discussões sobre o comportamento obsessivo e os limites do amor. Após o término de seu relacionamento com Pituxo, Brigitte adota atitudes extremas, como criar perfis falsos para perseguir seu ex-parceiro. O enredo, que mescla drama e comédia, aborda a seriedade do stalking, um problema crescente na era das redes sociais.
Brigitte rapidamente se tornou uma das personagens mais comentadas, trazendo à tona a realidade de muitas celebridades que enfrentam a invasão de sua privacidade. Entre os casos mais emblemáticos no Brasil, destaca-se o da apresentadora Ana Hickmann, que em 2016 se viu em uma situação de sequestro em Belo Horizonte, Minas Gerais. Um homem, que se dizia seu admirador, invadiu um hotel armado e fez Ana e seu ex-marido reféns. A situação culminou com disparos, resultando na morte do invasor e na sobrevivência da cunhada de Ana, que foi atingida.
Outro caso relevante é o de Débora Falabella, que enfrentou perseguições por cerca de dez anos. A atriz Tatá Werneck também compartilhou experiências de obsessão, embora não tenha recorrido a medidas legais. Ao promover sua personagem Brigitte, Werneck revelou ter passado por situações desconfortáveis com fãs que ultrapassaram os limites da admiração.
Essas experiências pessoais ajudaram a atriz a entender melhor o papel que interpreta. Tatá salientou a necessidade de respeitar os limites entre admiradores e artistas, um tema que ganhou destaque com a repercussão da novela. Embora suas vivências não tenham sido tão extremas quanto as de outras famosas, a atriz enfatizou a importância de respeitar a privacidade.
Especialistas ressaltam que o stalking é um comportamento que vai além da simples insistência ou adoração excessiva. Esse tipo de conduta pode incluir monitoramento constante, perseguições, ameaças e invasões de privacidade, causando danos psicológicos significativos às vítimas. A discussão em torno do tema é mais relevante do que nunca, refletindo a necessidade de conscientização sobre os limites do afeto e da admiração.