Operação da Polícia Civil desarticula rede que financiava assaltos a farmácias
Operação investiga farmacêuticos envolvidos em roubo e revenda de medicamentos no Paraná.
Investigação revela participação de farmacêuticos em esquema de roubo de medicamentos
A investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), que começou em junho de 2024, revelou um esquema de roubo e revenda de medicamentos, incluindo as populares canetas emagrecedoras. As operações policiais ocorreram nas cidades de Londrina e Apucarana, no Norte do Paraná, além de Florianópolis, em Santa Catarina, resultando na prisão de duas pessoas e na apreensão de produtos sem procedência.
Ação policial e apreensões significativas
Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de 22 contas bancárias que continham R$ 9 milhões. A ação contou com a participação da Polícia Militar do Paraná, do Conselho Regional de Farmácia e da Vigilância Sanitária, que supervisionaram as diligências em estabelecimentos comerciais. A fiscalização resultou na suspensão do direito de exercício da profissão de três farmacêuticos.
Crimes investigados e modus operandi
Os delitos em investigação incluem crimes contra a saúde pública, como a revenda ilegal de medicamentos controlados, e roubos agravados pelo uso de arma de fogo. Nos locais relacionados aos investigados, a polícia encontrou canetas emagrecedoras, anabolizantes, medicamentos psicoativos sem nota fiscal e receitas médicas em branco. Duas pessoas foram autuadas em flagrante por crimes contra a saúde pública e falsificação de documentos.
O impacto dos roubos em farmácias
Os roubos, que somam 26 ocorrências na região leste de Londrina, tinham um alvo específico: canetas emagrecedoras. Os criminosos, em sua maioria, exigiam esses medicamentos durante os assaltos, utilizando até uma caixa térmica para preservar os produtos subtraídos. O delegado da PCPR, Rafael Souza, comentou que a investigação se concentrou em identificar quem estava comprando os produtos roubados, levando a revelações sobre uma rede de farmacêuticos que revendiam os medicamentos a preços abaixo do mercado.
Repercussão e continuidade das investigações
A suspeita é que o esquema estivesse em operação por pelo menos três anos, envolvendo também medicamentos provenientes de roubos em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A PCPR continua a apuração do caso, e os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, enquanto as investigações se expandem para entender a extensão da rede criminosa.
O caso levanta preocupações sobre a segurança pública e a integridade dos profissionais da saúde, destacando a importância de fiscalizações mais rigorosas e a colaboração entre as autoridades para combater esse tipo de crime.
Fonte: nossodia.com.br