Enrico Gualtieri, chefe de motores da Ferrari, garante que o novo sistema é robusto
A Ferrari afirmou que não vê risco de rivalidades manipularem o novo sistema de desenvolvimento de motores na F1 2026.
A Fórmula 1 está passando por uma transformação significativa com a introdução de novas diretrizes para os motores em 2026, e a Ferrari, um dos principais fabricantes, está se posicionando como uma defensora da integridade do esporte. Enrico Gualtieri, chefe de motores da Ferrari, abordou recentemente preocupações sobre a possibilidade de equipes práticas de ‘sandbagging’, onde um fabricante esconderia o verdadeiro potencial de seus motores para se beneficiar de melhorias futuras.
O Novo Sistema de Desenvolvimento de Motores na F1 2026
Com a FIA implementando o conceito de Oportunidades de Desenvolvimento e Atualização Adicionais (ADUO), o objetivo é nivelar o campo de jogo entre as equipes. Este sistema permite que os fabricantes que não atingirem o desempenho esperado ao longo da temporada tenham acesso a oportunidades de desenvolvimento adicionais. Com medições programadas em 25%, 50% e 75% do campeonato, a FIA está implementando um modelo que visa prevenir a dominação de qualquer fabricante e incentivar todos a alcançarem seus melhores desempenhos.
As montadoras envolvidas nessa nova era incluem Mercedes, Ferrari, Red Bull Ford, Honda e Audi, todas trabalhando em motores que atendem às novas regras de 50/50 de eletricidade e biocombustíveis. Gualtieri expressou confiança na robustez do sistema ADUO, argumentando que ele foi bem definido e que as equipes irão se adaptar a essa nova dinâmica.
Desmistificando o ‘sandbagging’
Durante uma entrevista, Gualtieri foi questionado se acreditava que o novo sistema poderia levar a práticas de ‘sandbagging’, onde equipes deliberadamente não mostrariam o máximo desempenho de seus motores. Ele respondeu afirmando que o mecanismo ADUO é bem estruturado e não oferece espaço para manipulações. “É um novo processo para todos. Sentimos que é robusto o suficiente para alcançar o objetivo final desse mecanismo”, disse ele.
Além disso, o chefe de motores da Ferrari destacou a importância de manter uma comunicação contínua com a FIA para ajustar qualquer aspecto que possa se mostrar necessário ao longo da temporada. Gualtieri acredita que, neste momento, a Ferrari está confortável com as diretrizes estabelecidas.
Impactos e Desafios das Novas Regras de Combustível
Outra mudança significativa para 2026 é a transição para biocombustíveis sustentáveis. Gualtieri explicou que, embora a fórmula final do combustível permaneça similar às versões anteriores, os desafios estão nas novas exigências relacionadas à cadeia de suprimentos e à sustentabilidade dos insumos. “As propriedades das moléculas e o que elas podem alcançar ainda são as principais considerações, mas agora precisamos garantir que o combustível esteja em conformidade com as novas restrições ambientais”, afirmou ele.
Essas alterações no combustível não só visam melhorar a eficiência, mas também alinhar o esporte com as exigências ambientais contemporâneas, o que pode redefinir as estratégias das equipes ao longo da temporada.
Considerações Finais
À medida que a F1 2026 se aproxima, o ambiente competitivo promete ser mais equilibrado. A Ferrari, ao desmentir a teoria do ‘sandbagging’, posiciona-se como uma equipe comprometida com a justiça e a inovação, ao mesmo tempo em que se prepara para as novas exigências que moldarão o futuro das corridas. Com mudanças significativas nas regras de motores e combustível, a temporada promete trazer desafios e oportunidades para todas as equipes, além de um espetáculo emocionante para os fãs do automobilismo.
Fonte: www.planetf1.com