A Federação Internacional de Automobilismo decidiu manter o cancelamento das etapas da Fórmula 1 previstas para abril no Bahrein e na Arábia Saudita. A decisão ocorreu mesmo após uma tentativa dos organizadores sauditas de reverter a situação, que incluía a implementação de um sistema de defesa antimísseis para proteger o circuito de Jeddah.
A proposta foi apresentada como uma alternativa para garantir a realização do evento, programado para ocorrer entre os dias 17 e 19 de abril. Entretanto, a análise da entidade considerou o contexto de instabilidade na região e os riscos associados à realização de eventos de grande porte.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, justificou a decisão enfatizando a segurança e o bem-estar da comunidade. Ele destacou que, desde o início da guerra, o Bahrein e a Arábia Saudita têm sido alvo de ataques com drones e mísseis, o que aumentou o nível de alerta entre as autoridades esportivas.
A situação atual impacta diretamente o calendário da Fórmula 1, que já havia enfrentado problemas semelhantes em 2022, quando uma instalação da petrolífera Aramco foi atingida durante o Grande Prêmio em Jeddah. Diante do cenário considerado mais sensível, a FIA optou por não realizar as etapas.