Fidelity ou Vanguard: Qual é melhor para investidores em dividendos?

Uma análise das ofertas das duas gigantes do investimento.

Fidelity e Vanguard oferecem ETFs de dividendos, mas quais são as melhores opções para investidores?

As escolhas entre Fidelity e Vanguard para investimentos em dividendos dependem da estratégia desejada pelo investidor. Vanguard se destaca na diversidade de ofertas, enquanto a Fidelity brilha no segmento de alta rentabilidade.

O panorama dos ETFs de dividendos

Ambas as instituições, Fidelity e Vanguard, têm um papel dominante na gestão de ativos, controlando trilhões de dólares. Para investidores que buscam geração de renda, suas ofertas de ETFs de dividendos, embora limitadas, apresentam qualidades competitivas. Contudo, a variedade de estratégias disponíveis é relativamente padrão, carecendo de opções realmente diferenciadas para o investidor mais exigente.

A Vanguard oferece o ETF de Dividendos com Apreciação (VIG), focando em empresas com um histórico de crescimento de dividendos por pelo menos 10 anos. Já o ETF Internacional de Dividendos com Apreciação (VIGI) exige apenas sete anos de crescimento, ampliando assim o alcance para uma gama maior de empresas. O ETF de Alta Rentabilidade (VYM) é mais genérico, reunindo um portfólio de ações com altos dividendos, enquanto o ETF Wellington de Crescimento de Dividendos (VDIG) é gerido ativamente e busca empresas que demonstram um compromisso constante em aumentar seus dividendos.

Por outro lado, a Fidelity apresenta o ETF de Alta Rentabilidade (FDVV), que, além de focar no rendimento, considera a taxa de crescimento de dividendos e a relação de pagamento. Isso confere uma abordagem multifatorial ao fundo. O ETF Internacional de Alta Rentabilidade (FIDI) aplica princípios semelhantes a ações não americanas, enquanto o ETF de Dividendos para Taxas Crescentes (FDRR) leva em conta a correlação com os yields dos Treasuries de 10 anos, o que pode beneficiar os investidores em um cenário de aumento das taxas de juros.

Comparação das Estratégias

Tanto as estratégias da Vanguard quanto as da Fidelity têm seus pontos fracos. Embora os ETFs de alta rentabilidade da Vanguard sejam populares, o método de incluir todas as ações com rendimentos acima da média é questionável. As carteiras são ponderadas por capitalização de mercado, o que pode distorcer o perfil de dividendos em favor de ações de grande capitalização, muitas vezes em setores menos favoráveis ao rendimento.

A abordagem da Fidelity, apesar de suas limitações, parece oferecer uma perspectiva ligeiramente mais equilibrada, considerando o crescimento dos dividendos e a relação de pagamento. Apesar disso, a ponderação por capitalização também pode favorecer grandes nomes da tecnologia, que, em muitos casos, não são ideais para estratégias de alta rentabilidade.

O Futuro e o Impacto das Escolhas

Para investidores focados em dividendos, a escolha entre os ETFs de alta rentabilidade é clara: a Fidelity parece ser a mais adequada, devido à consideração de fatores adicionais na sua estrutura. O ETF de Taxas Crescentes da Fidelity, embora promissor, possui limitações em sua metodologia de ponderação, que tende a concentrar-se demais em ações de tecnologia de grande capitalização.

A Vanguard, por sua vez, se destaca no segmento de crescimento de dividendos, oferecendo produtos que podem incluir tanto ações de crescimento de longo prazo quanto aquelas emergentes. Isso a torna uma escolha viável para investidores que buscam uma abordagem mais equilibrada.

Conclusão

Tanto Fidelity quanto Vanguard têm suas qualidades e falhas. A escolha entre as duas dependerá das metas de investimento de cada um. Enquanto a Vanguard é superior em termos de diversidade de ofertas, a Fidelity ganha vantagem no segmento de alta rentabilidade. Portanto, investidores devem avaliar seus objetivos e preferências antes de tomar uma decisão.

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