O influenciador Giliard Vidal dos Santos, filho mais velho de Deolane Bezerra, foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante uma operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em conjunto com a Polícia Civil, na quinta-feira (21). A investigação investiga supostos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, que estariam relacionados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com documentos do inquérito policial, Giliard movimentou mais de R$ 11 milhões em suas contas bancárias, um valor considerado discrepante, visto que não possui histórico de ocupação formal ou atividade empresarial consolidada. No ano de 2023, ele movimentou mais de R$ 6 milhões, enquanto declarou apenas R$ 32.900,00 em rendimentos.
As investigações revelam que as movimentações financeiras do Filho de Deolane Bezerra indicam um padrão que sugere ocultação e dissimulação de capitais, frequentemente associado a operações de lavagem de dinheiro. A análise das contas mostra que Giliard frequentemente enviava valores significativamente superiores aos que recebia.
Cerca de R$ 366 mil das contas de Giliard foram transferidos para 473 pessoas distintas, com valores que variaram entre R$ 5 mil e R$ 0,18. Para a polícia, essa maneira de distribuir o dinheiro sugere que as contas do jovem serviriam como um “canal de dispersão”.
Esse padrão de movimentação é caracterizado por analistas financeiros como “smurfing”, uma técnica utilizada na fase de ocultação de dinheiro, que consiste em fracionar grandes quantias em valores menores. A investigação aponta que Giliard atuaria como uma espécie de “laranja” para esconder a origem dos recursos relacionados ao núcleo empresarial de sua mãe.
As alegações de participação de Deolane Bezerra em organização criminosa geram polêmica e discussões sobre a utilização da Justiça. A defesa enfatiza que é mais fácil acusar do que provar, ressaltando que muitas vezes a imagem de pessoas é destruída antes que provas consistentes sejam apresentadas. Para a defesa, a prisão não deve ser um instrumento de pressão ou vingança social, e a busca pela verdade deve prevalecer em meio a narrativas criadas para ataques pessoais.