Mette Frederiksen destaca a gravidade da situação em relação às ameaças de Trump.
A primeira-ministra dinamarquesa afirma que um ataque dos EUA a um país da Otan seria o colapso da aliança militar.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, fez um apelo contundente na última segunda-feira (5/1), alertando que um eventual ataque dos Estados Unidos a qualquer nação da Otan poderia marcar o fim da aliança militar que tem garantido a segurança na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A declaração surge em meio a um contexto de tensões elevadas, especialmente após as ameaças do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia.
O cenário atual da Otan
Frederiksen afirmou que, se os EUA decidirem atacar militarmente um país da Otan, isso não apenas encerraria a colaboração entre os aliados, mas também colocaria em risco a segurança global. A premiê enfatizou que essa situação deve ser levada a sério, especialmente considerando as declarações de Trump sobre a necessidade de anexar a Groenlândia.
- Gravidade das ameaças: A primeira-ministra destacou a seriedade das ameaças, afirmando que a Dinamarca não aceitará que sua soberania e a da Groenlândia sejam ameaçadas.
- Compromisso com a segurança: Frederiksen mencionou que o país tem investido cerca de 90 bilhões de coroas (aproximadamente 1,2 bilhão de euros) em segurança na região do Ártico até 2025, buscando evitar a escalada das tensões.
A resposta internacional
As declarações de Frederiksen encontram respaldo em uma onda de apoio de líderes europeus, que manifestaram solidariedade à Dinamarca e à Groenlândia. A Comissão Europeia também fez um apelo ao respeito pelos princípios de soberania e integridade territorial, enfatizando a importância de manter a paz e a colaboração entre as nações.
- Apoio da Europa: Líderes europeus se uniram em defesa da Dinamarca, ressaltando a necessidade de uma abordagem diplomática para resolver as tensões.
- Reação da China: O Ministério do Exterior da China também se manifestou, pedindo que os EUA cessem de usar a ‘ameaça chinesa’ como justificativa para ações que possam desestabilizar a região.
Conclusão
A situação atual entre os EUA e a Otan levanta questões cruciais sobre a segurança e a estabilidade global. Com as eleições nos EUA se aproximando, a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos das declarações de Trump e suas implicações para a segurança da Europa e do mundo. A Dinamarca, sob a liderança de Frederiksen, busca defender seus interesses e garantir que a paz prevaleça na região.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images