A Seleção Brasileira tem a possibilidade de alcançar uma marca histórica na próxima partida contra a Escócia, programada para esta quarta-feira (24), válida pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Caso Alex Sandro entre como titular, o Brasil contará novamente com três jogadores de um mesmo clube nacional em um Mundial, algo que não acontece há 40 anos.
Os atletas do Flamengo, Lucas Paquetá e Danilo, já foram titulares nas últimas partidas, e Alex Sandro surge como opção para substituir Douglas Santos, que está pendurado com cartão amarelo. Se a mudança for confirmada pelo técnico Carlo Ancelotti, será a primeira vez desde 1986 que a Seleção terá simultaneamente três jogadores de um clube brasileiro em campo durante uma Copa do Mundo.
Um levantamento realizado pela Fifa indica que a última vez que isso ocorreu foi em 1986, no México, quando o Corinthians teve três representantes na equipe titular. O goleiro Carlos, o lateral-direito Edson Boaro e o atacante Casagrande iniciaram as partidas contra Espanha e Argélia na fase de grupos. O trio foi desfeito no terceiro jogo, contra a Irlanda do Norte, devido a uma lesão de Boaro, que foi substituído por Josimar, do Botafogo.
Essa possível formação da Seleção Brasileira se destaca em um contexto onde a tendência desde os anos 1990 tem sido a de escassez de jogadores de um mesmo clube na equipe nacional, devido ao aumento do número de atletas atuando no exterior. Nas últimas cinco Copas do Mundo antes de 2026, o número de convocados que atuavam em clubes brasileiros foi diminuindo: em 2006 eram dois, em 2010, três, em 2014, quatro, em 2018, novamente quatro, e em 2022, apenas três.
Com a chegada de Carlo Ancelotti, o cenário começou a se modificar. O treinador ampliou o olhar sobre o Campeonato Brasileiro e convocou sete jogadores que atuam no país para o Mundial. Além dos quatro jogadores do Flamengo, a lista inclui Neymar, do Santos, Danilo, do Botafogo, e o goleiro Weverton, do Grêmio.
Historicamente, a presença de vários jogadores de um mesmo clube na Seleção era comum nos anos em que o futebol brasileiro concentrava seus principais talentos. Na conquista da Copa de 1958, por exemplo, o Brasil entrou em campo na final com três jogadores do Vasco e outros três do Botafogo. Na Copa de 1962, o Santos teve três representantes na decisão, e na Copa de 1970, o Santos novamente se destacou com Carlos Alberto Torres, Clodoaldo e Pelé entre os titulares.