Em audiência realizada no Senado, Flávio Bolsonaro não mencionou os temas do etanol e do desmatamento, que têm sido criticados por autoridades dos Estados Unidos. A ausência de discussão sobre esses tópicos foi notada em um momento em que as relações entre Brasil e EUA estão sob escrutínio, especialmente em questões ambientais.
O foco da audiência foi a apresentação de propostas de regulamentação na área de meio ambiente. No entanto, a falta de menção ao etanol e ao desmatamento gerou repercussão, visto que esses assuntos são cruciais para a política ambiental do Brasil e têm implicações diretas nas relações comerciais com o exterior.
Críticos apontam que a omissão de Flávio Bolsonaro em abordar o etanol e o desmatamento pode ser interpretada como uma falta de compromisso com as questões ambientais, especialmente em um momento em que a pressão internacional por ações efetivas nesse setor está aumentando. As críticas dos EUA, em particular, têm enfatizado a necessidade de uma postura mais proativa do Brasil em relação à preservação da Amazônia e ao uso sustentável de seus recursos.
A audiência também contou com a presença de especialistas e representantes de organizações não governamentais, que expressaram suas preocupações sobre o avanço do desmatamento e a necessidade de políticas que promovam a sustentabilidade. A expectativa era de que Flávio Bolsonaro pudesse apresentar soluções ou pelo menos se engajar em um diálogo sobre essas questões, mas isso não ocorreu.
A ausência de diálogo sobre temas tão relevantes levanta questões sobre a agenda do governo e sua disposição em lidar com a crítica internacional. A comunidade ambientalista e os mercados estão atentos a como o Brasil irá responder às demandas globais por uma gestão ambiental mais responsável e eficaz.