Seis carros deixaram a residência do senador Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, com o objetivo de dificultar a identificação do veículo que transportaria ele e a família até a fronteira com a Argentina. A informação é do jornal argentino Clarín, que também aponta o uso de ao menos três jatos particulares como alternativas caso o voo principal não pudesse decolar.
De acordo com o relato, a família percorreu mais de 1.600 km por via terrestre. O Clarín afirma que representantes dos Estados Unidos ajudaram a organizar o trajeto e atuaram no aeroporto de Puerto Iguazú, de onde Flávio embarcou com a mulher e as duas filhas com destino a Miami. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou neste sábado (31/10) qualquer tipo de colaboração do país norte-americano.
Ainda , a família teria acessado o aeroporto por uma entrada direta à pista antes de a caminhonete branca ser filmada por emissoras de televisão na noite de terça-feira (27/10). Flávio já estaria dentro do jato quando o veículo apareceu nas imagens. Os governos argentino e americano não confirmam envolvimento na operação.
Flávio deixou o Brasil dois dias depois de perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na véspera, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado que ele entregasse os passaportes e o proibiu de sair do país. A imigração argentina confirmou que o senador atravessou a fronteira com a família na noite de terça e embarcou em um voo particular com escala no Equador. De lá, seguiu para Miami, onde desembarcou na manhã de quarta (28/10).