Estudo revela como micro-organismos ancestrais interagiam com o ambiente
Pesquisadores japoneses estudam fontes termais para entender a origem da vida na Terra. Comunidades microbianas ancestrais transformavam oxigênio tóxico em energia.
Na data de 03 de outubro de 2025, às 16h43, um estudo realizado no Japão revelou novas pistas sobre a origem da vida na Terra. Pesquisadores do Instituto de Ciência de Tóquio analisaram fontes termais que recriam condições semelhantes às do planeta primordial, permitindo entender como comunidades microbianas ancestrais foram capazes de transformar o oxigênio tóxico em energia.
Números e indicadores do caso
Estimativas indicam que a Terra possui 4,6 bilhões de anos, e o estudo sugere que o Grande Evento de Oxigenação ocorreu há 2,3 bilhões de anos. Durante esta época, a atmosfera passou a acumular oxigênio, matéria essencial para a vida, com uma nova composição de 21% de oxigênio (O₂) e 78% de nitrogênio (N).
Metodologia e descobertas
Os pesquisadores utilizaram análise metagenômica e reuniram mais de 200 genomas microbianos de alta qualidade. As fontes analisadas em Tóquio, Akita e Aomori mostraram que a maioria dos microrganismos se alimentava de ferro, utilizando pequenas quantidades de oxigênio para transformar o ferro em outra forma química. Apenas uma das fontes de Akita apresentou micróbios que não dependiam do ferro.
Implicações da pesquisa
Os resultados sugerem que a coexistência de comunidades de oxidantes de ferro, fotótrofos e anaeróbios é fundamental para a manutenção de ciclos biogeoquímicos completos. Os achados indicam que, assim como nas fontes termais estudadas, os oceanos primitivos possuíam grupos variados de microrganismos que ajudavam a controlar os níveis de oxigênio antes que a fotossíntese se tornasse a estratégia dominante. Esta pesquisa abre novas perspectivas para a busca de vida em planetas com condições semelhantes à Terra primitiva.
