A parceria entre Ford e Red Bull na Fórmula 1 une tradição, tecnologia híbrida e a ambição da família Ford para 2026
Ford retorna à Fórmula 1 em 2026 com Red Bull, apostando em tecnologia híbrida e tradição familiar para reforçar sua presença no automobilismo.
Ford retorna à Fórmula 1 em parceria com Red Bull para temporada de 2026
Ford retorna à Fórmula 1 em 2026 junto com a equipe Red Bull, alinhando-se às novas regulamentações técnicas da categoria que enfatizam motores híbridos e combustíveis sustentáveis. Essa decisão marca o retorno da fabricante americana após 22 anos longe do grid, quando sua última participação foi com o time Jaguar Racing em 2004. Will Ford, gerente geral da Ford Performance, destaca que essa volta não representa apenas um desafio técnico, mas também uma mensagem da marca que se posiciona como “a marca do povo” no meio de concorrentes majoritariamente de luxo, reforçando sua conexão com fãs americanos e globais.
O impacto histórico e legado da Ford na Fórmula 1
Ford tem um legado respeitável na Fórmula 1, sendo o terceiro maior fabricante de motores em número de vitórias, com 176 triunfos em Grandes Prêmios, atrás apenas de Ferrari e Mercedes. Sua entrada inicial na F1, em 1967, foi marcada pela parceria com a Cosworth para o desenvolvimento do motor DFV, que é considerado um dos projetos mais bem-sucedidos da história do esporte, acumulando 155 vitórias, 12 títulos de pilotos e 10 de construtores até 1983. Além disso, o motor Ford foi fundamental para a conquista do primeiro título mundial de Michael Schumacher em 1994. Apesar do sucesso inicial, o desempenho dos motores Ford declinou a partir de 1995, culminando com sua saída em 2004.
Inovação tecnológica e a estratégia híbrida para o futuro
O retorno da Ford à Fórmula 1 coincide com uma transformação significativa das regras técnicas da categoria para 2026, que exigem motores menores, mais leves e com maior utilização de energia elétrica e combustíveis sustentáveis. A empresa vê nessa mudança uma oportunidade para acelerar o desenvolvimento de tecnologias híbridas de alta performance que possam ser aplicadas em seus veículos comerciais. Will Ford enfatiza que o laboratório competitivo da F1 é ideal para testar e aprimorar sistemas híbridos, integrando-os em produtos para o consumidor final sem perder desempenho, alinhando sustentabilidade e potência.
Rivalidade americana e o papel da família Ford no novo projeto
Além da parceria técnica, o retorno da Ford à Fórmula 1 tem um aspecto pessoal para a família Ford, representada por Bill Ford, bisneto do fundador Henry Ford e presidente executivo da companhia. Ele ressalta que o envolvimento em corridas proporciona aprendizado tecnológico que é revertido aos veículos de produção, o que ainda não havia sido aplicado na Fórmula 1, mas que será uma meta para essa nova fase. A rivalidade com a General Motors, que estreia com a marca Cadillac na F1 em 2026 e só poderá ser fornecedora de motores a partir de 2029, também é tema de debate, com Bill Ford destacando a profundidade e compromisso da Ford na competição.
Desenvolvimento conjunto dos motores e suporte técnico da Ford à Red Bull
O trabalho para desenvolver o novo motor para a Fórmula 1 é uma colaboração estreita entre engenheiros da Ford e da Red Bull, com equipes em Milton Keynes, Inglaterra, e nos Estados Unidos. A Ford tem contribuído com ferramentas específicas, softwares avançados e tecnologias como impressão 3D para acelerar a produção e otimização das peças do motor. Will Ford destaca que a combinação da expertise técnica das duas organizações objetiva criar a melhor unidade motriz do grid, assim como foi feito nas décadas passadas. Com o lançamento das pinturas dos carros em Detroit, a Ford sinaliza uma nova abordagem para o automobilismo, integrando inovação técnica e conexão com o consumidor.
Expectativas e significado do retorno para o automobilismo e a marca Ford
O retorno da Ford à Fórmula 1 é visto pela empresa como um passo lógico e estratégico para fortalecer sua presença em competições globais de alto nível, buscando não apenas vitórias, mas também relevância tecnológica e comercial. A participação na categoria mais avançada do automobilismo serve como um palco para demonstrar capacidade de inovação e reforçar a identidade de uma marca icônica americana. Para a família Ford, como expressa Bill Ford, este momento é profundamente pessoal e simbólico, pois associa o nome e a história da companhia diretamente à performance e ao sucesso nas pistas.
Fonte: www.nytimes.com
Fonte: Steve Etherington
