Ranking dos 20 mais ricos do mundo mostra mudanças lideradas por Musk, Larry Page e Jeff Bezos
Elon Musk lidera o ranking dos 20 mais ricos com quase US$ 645 bilhões, impulsionado por Tesla e SpaceX, em um ano de movimentações entre bilionários.
O ranking dos 20 indivíduos mais ricos do mundo em 2025 revelou uma movimentação intensa, mas sem novos integrantes, com pesos-pesados da tecnologia dominando as primeiras posições. A fortuna de Elon Musk, fundador da Tesla e SpaceX, alcançou quase US$ 645 bilhões, consolidando sua posição no topo pela segunda vez consecutiva.
A ascensão de Elon Musk e o impacto da Tesla e SpaceX
Elon Musk sofreu uma queda temporária em seu patrimônio durante sua passagem pelo governo Trump, devido a controvérsias que afetaram a imagem pessoal e da Tesla, refletindo na queda das vendas e no valor das ações. Desde que deixou a administração, sua fortuna cresceu exponencialmente, puxada pela recuperação da Tesla no mercado de ações e pela avaliação recente da SpaceX em US$ 800 bilhões — empresa da qual detém cerca de 42% das ações. Além disso, investidores aprovaram um plano de remuneração em ações que pode ultrapassar US$ 1 trilhão para Musk, condicionado ao cumprimento de metas na próxima década, e há planos para abertura de capital da SpaceX, que deve impulsionar ainda mais seu patrimônio.
Mudanças entre os gigantes da tecnologia
Na sequência, Larry Page, cofundador do Google, subiu do sexto para o segundo lugar, com sua fortuna aumentando para US$ 270,1 bilhões, motivada pelo avanço das ações da Alphabet e pelo lançamento do modelo de inteligência artificial Gemini 3.0. Jeff Bezos, fundador da Amazon, recuou para a terceira posição, apesar de seu patrimônio ter crescido para US$ 254,6 bilhões. No quarto lugar, Larry Ellison, da Oracle, destacou-se com uma valorização temporária das ações em setembro, impulsionada por prognósticos positivos para negócios em nuvem e IA, mesmo que tenha visto uma posterior queda no valor.
Outros bilionários em destaque e o papel da inteligência artificial
Sergey Brin, também cofundador do Google, avançou para quinto lugar, enquanto Mark Zuckerberg, da Meta, caiu três posições, embora seu patrimônio tenha aumentado para US$ 235,8 bilhões. Jensen Huang, CEO da Nvidia, continuou sua escalada no ranking, em meio ao crescimento da tecnologia de inteligência artificial, subindo para a nona posição com US$ 156,2 bilhões, mesmo enfrentando volatilidade após a concorrência chinesa.
Diversificação e desafios entre os bilionários
Bernard Arnault, o europeu mais rico, viu seu patrimônio crescer para US$ 204,7 bilhões, beneficiando-se da retomada do mercado de luxo. Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft, também avançou, apoiado pelos recentes bons resultados da empresa. Amancio Ortega, do setor têxtil, subiu posições graças ao desempenho excepcional da Inditex na bolsa espanhola.
Por outro lado, Bill Gates foi o único nesta lista a registrar diminuição em seu patrimônio, caindo para US$ 117,8 bilhões, evidenciando a transição de seus investimentos para setores fora da Microsoft. Gautam Adani, após um escândalo de acusações não comprovadas, manteve uma leve recuperação, enquanto Carlos Slim se firmou como o mais rico da América Latina.
O cenário global da riqueza bilionária
O ano de 2025 reforça o domínio dos magnatas da tecnologia na composição dos mais ricos do planeta, impulsionados por avanços significativos em inteligência artificial, inovação e expansão de mercados digitais. As movimentações no ranking refletem não só variações nos valores de mercado e estratégias empresariais, mas também os impactos sociais e econômicos dessas corporações e seus líderes no contexto mundial.
