Novo acervo paleontológico amplia as oportunidades de estudo na Universidade.
Novo acervo de fósseis será um marco na pesquisa paleontológica da UEPG.
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) acaba de integrar a sua coleção científica um novo acervo de fósseis, composto por mais de 2.600 amostras. Este material é o resultado de um trabalho de salvamento paleontológico realizado durante a construção de uma linha de transmissão de energia entre Ponta Grossa e Assis (SP). A relevância desta coleção se deu em uma palestra de divulgação científica promovida pela MRS Ambiental, responsável pelo salvamento, no auditório do Museu de Ciências Naturais (MCN) da universidade.
O paleontólogo Henrique Zimmermann Tomassi, que coordenou o salvamento, explicou os trabalhos de escavação e enfatizou a importância dos achados para reconstruir a história geológica da região. “A própria rocha mostra características que indicam que a área de Ponta Grossa, há cerca de 400 milhões de anos, era um fundo marinho”, afirmou. Esse acervo inclui fósseis dos períodos Devoniano, Permiano e Carbonífero, predominantemente de organismos marinhos, como invertebrados, além de alguns registros de peixes.
Tomassi destaca que a região de Ponta Grossa é rica em fósseis, embora muitas pessoas não percebam isso. “Normalmente, um leigo só reconhece um fóssil quando se depara com algo grande, como um dente ou um osso”, comentou. O material agora será catalogado pela equipe do Laboratório de Estratigrafia e Paleontologia da UEPG, onde cada amostra será devidamente tratada e documentada para futura utilização.
O professor Elvio Bosetti, coordenador do laboratório, explica que o trabalho envolve a numeração e o acondicionamento do material, que, uma vez catalogado, estará acessível à comunidade científica. Algumas amostras que se destacarem pela beleza e raridade poderão ser expostas no MCN, contribuindo para a divulgação científica na instituição.
Atualmente, o acervo da UEPG conta com cerca de 35 mil amostras, das quais 24 mil já estão catalogadas. Cada amostra pode conter múltiplos registros fósseis, como evidenciado em uma das amostras que revelou 1,4 mil fósseis. Essa nova coleção promete não apenas enriquecer as pesquisas na universidade, mas também despertar maior interesse público pela paleontologia na região.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: Gabriel Spenassato/UEPG