Fugitivo do 8/1 dribla Itamaraty e PF e escapa para a Espanha

Hugo Barreto/Metrópoles

Caso levanta questões sobre segurança na emissão de passaportes.

Fugitivo do 8/1 consegue escapar para a Espanha após emitir novo passaporte no México, levantando questões sobre segurança e controle nas emissões de documentos.

Um caso recente revela a fragilidade dos mecanismos de controle sobre a emissão de documentos de viagem no Brasil. Apolo Carvalho da Silva, um fugitivo acusado de incitação ao crime e associação criminosa relacionado aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, conseguiu driblar as autoridades e embarcou para a Espanha com um passaporte que obteve de forma irregular. Este episódio não apenas traz à tona a vulnerabilidade do sistema, mas também questiona a eficácia das medidas de segurança implementadas para impedir que indivíduos sob mandados de prisão consigam sair do país.

Contexto e Consequências da Fuga

Apolo havia se evadido do Brasil em 2024, após quebrar a tornozeleira eletrônica que monitorava seus movimentos. Durante sua fuga, ele passou por diversos países da América Latina, incluindo Argentina, Peru e Colômbia, antes de se estabelecer no México. Em setembro de 2025, alegando ter perdido seu passaporte, ele conseguiu obter um novo no consulado brasileiro em Querétaro, mesmo com um mandado de prisão em aberto e uma ordem que proibia a emissão de novos documentos devido a sua condição legal.

Este episódio levanta questionamentos sobre a condução dos funcionários consulares e a falta de verificação de informações críticas antes da emissão de passaportes. Fontes diplomáticas indicam que os adidos da Polícia Federal (PF) no México não foram acionados para validar a situação legal de Apolo, o que permitiu que o fugitivo conseguisse o novo documento sem que as autoridades brasileiras percebessem o erro.

O Impacto das Falhas no Sistema

Após a emissão do passaporte, Apolo fugiu para a Espanha, onde solicitou asilo político. Segundo relatos, a análise do pedido deve ocorrer em abril. A falha nas medidas que deveriam impedir a saída de Apolo do Brasil foi notada somente depois que o caso gerou questionamentos por parte da imprensa, levando a um cancelamento tardio de seu passaporte. O episódio não apenas expõe a fragilidade dos sistemas de controle, mas também destaca a necessidade urgente de reformas no processo de emissão de documentos, especialmente para indivíduos sob investigação.

Conclusão

A fuga de Apolo Carvalho da Silva para a Espanha lança luz sobre as lacunas existentes nas políticas de segurança em relação à emissão de passaportes no Brasil. A situação não só compromete a segurança nacional, mas também coloca em evidência a necessidade de uma revisão abrangente dos procedimentos consulares e das políticas de supervisão que deveriam funcionar como um filtro para impedir que fugitivos consigam escapar das autoridades. À medida que o caso se desenrola, será crucial monitorar as reações das autoridades brasileiras e as implicações que isso terá sobre a segurança interna e a credibilidade das instituições responsáveis pela vigilância de indivíduos com passagens criminais.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Hugo Barreto/Metrópoles

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