Funcionária de Viih Tube denuncia prejuízos à equipe após o fim do reality show

De acordo com Leinha, os participantes deixaram de receber prêmios e outros benefícios que seriam distribuídos ao longo da competição. A funcionária decidiu se manifestar após receber questionamentos de internautas sobre a possibilidade de a indenização paga pelos influenciadores ser repassada aos trabalhadores. "Não veio nenhum real pra gente. Nenhum real vai vir pra gente, pra nenhum de nós aqui", esclareceu, enfatizando a insatisfação com a situação.

A governanta também expressou indignação em relação à repercussão do caso. Leinha ressaltou que os funcionários participaram das gravações por escolha própria e que ninguém foi obrigado a integrar as dinâmicas propostas pelo casal. Ela relembrou que, ao início do reality, já havia defendido Viih Tube e Eliezer diante das críticas, afirmando que a produção havia sido combinada e que todos estavam de acordo com a participação. Mesmo assim, ela se sentiu acusada nas redes sociais de proteger os patrões.

"Todos nós aqui estávamos participando por livre e espontânea vontade. Não entraram em contato para verificar. Se realmente estivessem preocupados com a gente, tinham entrado em contato com a gente, tinham ouvido a gente. Mas não ouviram", afirmou Leinha sobre a falta de comunicação com os críticos. Ela ainda mencionou que a repercussão negativa do reality foi amplificada por comentários em páginas de redes sociais.

O reality show "As Patroas (e o Patrão)" mostrava funcionários da residência de Viih Tube e Eliezer participando de provas em troca de dinheiro, folgas e outros benefícios. No entanto, algumas dinâmicas geraram críticas entre os internautas, que acusaram o casal de expor os empregados a situações constrangedoras. Uma das atividades mais comentadas envolveu a busca por moedas escondidas em diferentes cômodos da casa, incluindo o banheiro.

Diante das reações negativas, o MPT iniciou uma investigação para apurar possíveis violações, resultando na assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Pelo acordo, Viih Tube e Eliezer são obrigados a pagar R$ 350 mil por danos morais coletivos. É importante ressaltar que essa quantia não será repassada diretamente aos funcionários, mas sim destinada ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

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