Polícia Civil do RJ e Ministério Público desarticulam quadrilha que furtava petróleo da Transpetro usando dutos clandestinos
Furto de petróleo no Rio: operação prende 13 envolvidos em esquema que causou prejuízo superior a R$ 5,8 milhões com perfurações clandestinas em dutos da Transpetro.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério Público do Rio, deflagrou nesta quinta-feira (22/1) uma operação contra um grupo especializado em furto de petróleo, que atuava por meio de perfurações clandestinas em dutos da Transpetro. A ação tem como objetivo prender 13 suspeitos envolvidos em um esquema que causou um prejuízo estimado superior a R$ 5,8 milhões.
Estratégia da quadrilha para o furto de petróleo
O esquema criminoso seguia quatro fases principais: inicialmente, o grupo realizava perfurações ilegais nos dutos da Transpetro, mantendo a área sob vigilância armada para evitar a descoberta. Em seguida, realizava o carregamento rápido do petróleo furtado em caminhões-tanque posicionados previamente.
O transporte do produto era feito por rotas interestaduais cuidadosamente definidas para dificultar o rastreamento. Por fim, a comercialização ocorria com a emissão de notas fiscais falsas por empresas que atuavam como fachadas, disfarçando a origem ilícita do material, que era rotulado como “resíduo oleoso”.
O centro operacional em Guapimirim
De acordo com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), o núcleo do furto funcionava dentro da Fazenda Garcia, situada em Guapimirim, Baixada Fluminense. A escolha da propriedade, pertencente à família Garcia — conhecida por seu histórico de contravenções no Rio de Janeiro — foi estratégica, pois permitia controlar o acesso de terceiros e dificultava a fiscalização, garantindo a continuidade das ações criminosas.
Apesar do envolvimento da fazenda, a investigação não encontrou evidências que ligassem as filhas do ex-bicheiro Waldomiro Paes Garcia, conhecido como Maninho, ao esquema.
Prisões e mandados cumpridos
Até o momento, seis pessoas foram presas: Elton Félix de Oliveira, Patrick Teixeira Vidal, Washington Tavares de Oliveira, Leandro Ferreira de Oliveira, Jairo Lopes Claro e Caio Victor Soares Diniz Ferreira. Além desses, a operação busca cumprir 16 mandados de busca e apreensão simultaneamente em cinco estados — São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina — com o intuito de recolher provas materiais e documentais.
Estrutura e sofisticação do esquema criminoso
A quadrilha possuía uma divisão hierárquica clara, com funções definidas e articulação logística interestadual. O grupo utilizava meios técnicos sofisticados, vigilância armada e contratava empresas especializadas para o transporte do petróleo furtado. A falsificação ideológica dos documentos fiscais conferia uma aparência de legalidade ao produto, dificultando a identificação do crime pelas autoridades.
Essa operação evidencia o combate contínuo das forças de segurança contra crimes que afetam diretamente a economia do país e a integridade das instalações estratégicas do setor petrolífero.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/TV Globo
