Gleisi espera que Derrite não continue na relatoria do PL Antifacção

Gil Ferreira/SRI-PR

Ministra critica condução de Derrite e defende novo texto

Ministra Gleisi Hoffmann critica condução de Derrite na relatoria do PL Antifacção e defende novo texto do Senado.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse nesta terça-feira que espera que o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) não continue como relator do Projeto de Lei Antifacção na Câmara dos Deputados. A declaração foi feita em resposta a questionamentos sobre a retomada da tramitação da proposta, que voltou à Câmara após alterações realizadas pelo Senado.

Contexto do Projeto de Lei Antifacção

O PL Antifacção foi apresentado pelo governo em outubro, em resposta a uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes. A proposta visa intensificar o combate às facções criminosas no Brasil, um tema de crescente relevância no cenário político e social do país. A primeira versão do projeto foi aprovada pela Câmara, mas posteriormente revisada pelo Senado, que incluiu modificações que foram bem recebidas pelo governo.

Gleisi Hoffmann mencionou que a versão aprovada pelo Senado, em 10 de dezembro, trouxe melhorias significativas, tornando o texto mais eficaz. Esta análise é particularmente importante, pois o projeto enfrenta um contexto político delicado, onde a segurança pública é uma prioridade nacional e os interesses em jogo são complexos.

A Condução da Relatoria e os Desafios Enfrentados

A relatoria de Derrite sempre foi vista com desconfiança pelo Palácio do Planalto, dada sua posição como aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e seu histórico como opositor ao governo federal. Essa dinâmica complicou a tramitação do projeto, que passou por instabilidade na condução de Derrite, que apresentou diversas versões do parecer, ampliando críticas e dificultando a construção de consenso.

Os bastidores revelam que a escolha de Derrite como relator não foi bem recebida, especialmente considerando que o projeto é um esforço do Executivo e deveria estar sob a responsabilidade de alguém que integre a base governista. O retorno do PL à Câmara agora coloca novamente em pauta a questão da relatoria, que se mostra fundamental para a continuidade e eficácia do projeto.

O Futuro do PL e Implicações Políticas

Com a nova versão do PL Antifacção em discussão, cabe ao Congresso definir a relatoria e o futuro da proposta. Gleisi expressou que a manutenção de Derrite como relator dificultaria o diálogo, o que é crucial neste momento em que o governo busca apoio robusto para avançar com suas políticas de segurança.

A definição sobre quem será o novo relator poderá influenciar não apenas a tramitação do projeto em si, mas também a relação do governo com o Congresso, especialmente em um ano eleitoral. O sucesso ou fracasso do PL poderá ter repercussões significativas nas políticas de segurança pública do país e na confiança da população nas instituições governamentais.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Gil Ferreira/SRI-PR

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