Investigação científica aponta para relação entre cianobactérias e desorientação em golfinhos
Estudo sugere que golfinhos podem apresentar sintomas semelhantes ao Alzheimer devido a toxinas de cianobactérias.
Na Flórida, em outubro de 2025, um estudo vem chamando a atenção ao sugerir que golfinhos podem apresentar sintomas semelhantes ao Alzheimer. Pesquisadores analisaram encalhamentos de golfinhos-roaz (Tursiops truncatus) e encontraram indícios de desorientação neurológica, possivelmente causada por cianobactérias que liberam toxinas nocivas.
Impacto das cianobactérias
Cianobactérias, microorganismos que proliferam em águas paradas, podem liberar substâncias que danificam o cérebro dos golfinhos. A principal toxina identificada foi a BMAA (β-N-metilamino-L-alanina), associada a doenças neurodegenerativas em humanos. Estudos anteriores mostraram que populações expostas a essa toxina apresentaram sintomas de demência.
Resultados alarmantes
Durante a pesquisa, os cientistas descobriram que os golfinhos apresentavam concentrações de BMAA até 2.900 vezes superiores ao normal. Além disso, foram identificadas proteínas tau malformadas e placas beta-amiloides, ambas ligadas ao Alzheimer. A ativação de mais de 500 genes relacionados à doença foi registrada durante as florações tóxicas, aumentando as preocupações sobre a saúde desses animais.
Consequências para o meio ambiente
Os pesquisadores alertam que a contaminação das águas, exacerbada pela agricultura e aquecimento global, torna esses surtos de cianobactérias mais frequentes. O lago Okeechobee, por exemplo, frequentemente despeja água contaminada na Lagoa Indian River, habitat dos golfinhos-roazes. O estudo sugere que os golfinhos podem servir como indicadores da saúde ambiental, levantando questões sobre os riscos para os humanos que vivem e pescam na mesma área.
A relação entre a saúde dos golfinhos e o aumento da taxa de Alzheimer no Condado de Miami-Dade em 2024 é uma preocupação crescente, destacando a necessidade de monitoramento e preservação marinha.
