Uma aposentada de 88 anos foi vítima de um golpe digital que resultou na perda de R$ 44 mil, quantia que havia sido guardada para suas netas. O crime ocorreu após uma ligação em que o golpista se apresentou como funcionário do INSS, seguindo um roteiro convincente e bem estruturado.
Durante a conversa, o criminoso solicitou que a idosa realizasse procedimentos em seu celular, semelhantes aos realizados em processos oficiais, como a prova de vida. A vítima, mesmo desconfiando ao lembrar do valor guardado, acabou seguindo as instruções do golpista, que a convenceu a digitar sua própria senha.
Esse caso é um exemplo de uma onda crescente de fraudes digitais no Brasil, onde mais de 24 milhões de brasileiros sofreram tentativas de golpes no setor financeiro em um ano, resultando em prejuízos que ultrapassam R$ 29 bilhões. O chamado “sequestro de celular” é uma das táticas utilizadas, onde os criminosos ganham controle total do dispositivo da vítima.
Especialistas alertam que a engenharia social é uma técnica comum nesses golpes, manipulando as vítimas a fornecerem informações sensíveis. É recomendado nunca instalar aplicativos a pedido de terceiros ou compartilhar senhas, pois bancos e órgãos oficiais não realizam esse tipo de procedimento por telefone ou mensagem.