Na noite da última segunda-feira (20/7), foi exibido o documentário "Preta: Eu Não Ando Só", que homenageia Preta Gil no aniversário de um ano de sua morte. A produção traz relatos sobre os últimos momentos da artista, destacando o depoimento do apresentador Gominho, que compartilhou o motivo que o levou a deixar sua rotina em Salvador para viver com Preta no Rio de Janeiro durante o tratamento de câncer.
Gominho relatou a fragilidade em que encontrou Preta ao visitá-la no início da quimioterapia, que coincidiu com a revelação da traição do ex-marido da cantora. A ausência do companheiro e a percepção de que as pessoas ao redor seguiam suas vidas cotidianas motivaram Gominho a se mudar, decidindo ser a rede de apoio diária que Preta precisava.
Em seu depoimento, ele expressou que não tinha dúvidas sobre sua escolha: "Aí era o ex-marido traindo, e ela fazendo químio. Aí eu falei, não, gente, eu não tenho condição, vou, e vou pra lá". Gominho explicou que a intenção era estar ao lado da amiga, ajudando-a a organizar sua vida, assim como sempre haviam feito um pelo outro.
Com um tom de sinceridade, Gominho detalhou o cenário em que encontrou Preta: "Quando eu cheguei, o Rodrigo não estava presente. Todo mundo vivendo as suas vidas. E aí eu vendo ele não presente… ela não suportava estar sozinha". Ele enfatizou que a artista não era do tipo que buscava momentos de solidão, lembrando até de uma ocasião em que Preta manifestou interesse em fazer terapia acompanhada de amigos.
O depoimento de Gominho ilustra não apenas o apoio incondicional que ofereceu a Preta durante sua enfermidade, mas também ressalta a essência do título do documentário, que retrata a força de vínculos afetivos em momentos de vulnerabilidade. Preta Gil, frente a desafios imensos, foi cercada por um amor que ultrapassou barreiras, reafirmando a importância da amizade em períodos difíceis.